domingo, 26 de julho de 2015

TAG | Divertida Mente

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Oi, gente! Então, hoje vim fazer uma TAG que vi esses dias pelo YouTube e achei uma gracinha. A TAG é inspirada nesse filme meiguíssimo da Disney que vocês já devem ter ouvido falar, o Divertida Mente. Assisti essa semana e me apaixonei <3 Então, vamos lá:

 Alegria : O livro que mais te traz felicidade.



Olha, eu diria Harry Potter, mas vamos mudar um pouquinho, né? Então tenho que dizer Anna e o Beijo Francês, da Stephanie Perkins. Gente, que livro maravilhoso. Quem já leu sabe que o livro inteiro é arco-íris, tudo colorido, doce, fofo e engraçado. Se você tá meio mal, leia. Na verdade, leia qualquer um da Stephanie Perkins, garanto que seu dia vai ficar mais alegre e colorido <3


Nojinho : O livro mais nojento que você já leu.


Pra ser sincera, nunca li nenhum livro que me deixou com nojo. Mas um que tinhas as descrições meio... detalhadas, foi O Trono de Vidro (resenha aqui ). Mas, convenhamos, é um livro contado por uma assassina, né? Acho que as descrições mais nojentinhas já eram esperadas.

 Medo : O livro que mais te assustou.


Com certeza, Os Videntes, da Libba Bray. Assustou tanto que não consegui terminar. Estava até gostando da história, mas o livro estava me causando certos problemas pra dormir à noite, então acabei largando haha
Mas espero criar coragem e terminar algum dia desses!

 Tristeza : O livro que mais te fez chorar.



Um só? Gente, eu sou chorona, então vários livros se encaixam aqui. Pra citar alguns: A Culpa é das Estrelas, Quem é você, Alasca?, Convergente, Princesa Mecânica, Eleanor & Park... Eu choro muito lendo, deu pra entender, né?
 
 Raiva : O livro que te deixou irritada. 



Nesse vou falar dos três livros que mais me irritaram: Um Caso Perdido, A Maldição do Tigre e Cartas de Amor aos Mortos. Todos me irritaram pela mesma razão: protagonistas insuportáveis. Já falei um pouco mais deles nesse post.

Bom, gente, era isso a TAG! Eu achei divertida, espero que vocês tenham gostado.
Beijos,

Participe do livro "OUTRORA - CONTOS DISTÓPICOS" - Inscrições abertas para o envio de textos

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"Até 31 de agosto de 2015, a Andross Editora estará recebendo contos distópicos para publicação no livro OUTRORA”
 
A Andross Editora está recebendo contos sobre distopia para publicação no livro "OUTRORA — CONTOS DISTÓPICOS”, a ser lançado em novembro de 2015 no evento Livros em Pauta.

Qualquer pessoa pode participar. Basta acessar o site www.andross.com.br, ler o regulamento de participação e submeter seu texto à avaliação. As inscrições vão até 31 de agosto de 2015.


Todos os autores que forem aprovados para publicação nessa coletânea automaticamente concorrerão ao STRIX, prêmio criado e concedido pela Andross Editora aos autores cujos textos mais se destacarem em suas coletâneas. O processo de votação encontra-se no site da editora.

Prêmio STRIX

SINOPSE DO LIVRO:
O sonho de um mundo ideal não existe mais. Outrora, instaurou-se o caos, desencadeado pela ignorância e pelo mau comportamento humano. O totalitarismo oprime as massas, vigia seus atos e as pune sem misericórdia. Nesse universo distópico, habitam políticos amorais que, explorando a estupidez coletiva, guiam a sociedade à falência de uma história digna e ao abandono da esperança. Neste livro, contos de mundos sem cores, sem vida, sem lucidez, farão o leitor refletir sobre a sociedade em que vivemos. Depois de ler OUTRORA, você se dará conta de que sua vida simples e cotidiana é uma dádiva almejada por muitos, mas conquistada por poucos.



 

SERVIÇO: 
Livro:Outrora  - Contos distópicos” 
Organização:  Paola Giometti
Envio do texto: até 31/08/2015
Lançamento: 28 de novembro de 2015 (no evento Livros Em Pauta
Regulamento: no site www.andross.com.br 
Realização: Andross Editora






Abaixo, segue uma entrevista do editor da Andross sobre o processo de publicação. 
Vale a pena assistir.
  

Então, gente, vou aproveitar pra contar pra vocês que eu participei de duas das últimas coletâneas da Andross, o livro De Repende, Nós e Viagens de Papel. Infelizmente não pude participar muito dos eventos de lançamento e tudo mais, por falta de tempo e essa vida de estudar para o Enem, mas mesmo assim, sonho realizado, né? Então se você tem vontade, envie seu texto! 

Beijos, 

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Sobre o filme de "Cidades de Papel"

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Oi, gente! Então, mais uma adaptação de livro foi lançada, e foi a vez de Cidades de Papel ganhar vida. Eu acompanhei o lançamento do trailer e do poster, e da divulgação em geral e, vou confessar, nem estava preocupada com o fracasso. Eu tinha certeza de que seria bom. Com exceção do poster, tinha adorado o trailer tudo que eles tinham liberado. Infelizmente, o filme não foi tudo que eu esperava.


Primeiramente, sobre os atores e seus personagens. Se eles acertaram em alguma coisa, foi no elenco. Amei todos os atores, menos (não atirem pedras!) a Cara Delevigne. Nada contra ela, pelo contrário. Só não achei que ela se encaixou muito no papel de Margo. Em compensação, Nat Wolff, Halton Sage, Justice Smith e Austin Abrams (respectivamente, Quentin, Lacey, Radar e Ben.) foram maravilhosos, e incorporaram os personagens perfeitamente. Destaque para o Ben que foi exatamente como eu imaginei nos livros.


O problema mesmo do filme foi o ritmo lento. No livro, funcionou, pelo menos pra mim. Já no filme, algumas cenas não conseguiram me deixar animada. Houve algumas mudanças que eu não gostei muito, e algumas cenas que eu gostava que foram cortadas. Claro, já é o esperado, e normalmente eu sou bem compreensiva, mas dessa vez não deu muito certo pra mim.

Acho que, no final das contas, eles conseguiram passar a mensagem do livro, só não de um jeito legal e espontâneo como foi no livro. Senti que algumas cenas não fluiram, foram meio forçadas, e isso me incomodou. 



Uma coisa que eu gostei bastante foi da trilha sonora. Houve muitas músicas boas, principalmente na hora da Van. Minha favorita é Burning do The War on Drugs.




Cidades de Papel é um filme engraçado, com aquelas lições de vida que eu amo, e aquele final típico John Green que eu também amo. A execução não foi das melhores, mas é um filme aproveitável, principalmente, acredito, se você não tiver lido o livro ainda.

Ah! Tem uma surpresinha no meio do filme que, ó, me deixou muito feliz haha

E vocês? Curtiram o filme?

Beijos!

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Sobre o SAT

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Oi, gente! Hoje vim falar de um dos tópicos que foi assunto de um dos primeiros posts do blog, em que eu falei sobre estudar no exterior. Sim, fui em frente com a ideia! haha E um dos primeiros passos para tentar ser aceito, é fazer os testes, o SAT ou o ACT. No meu caso, optei pelo SAT por nenhuma razão, foi uma escolha aleatória mesmo.

Pois bem, o primeiro passo foi fazer a inscrição no site do College Board. Caso forem fazer, não deixem de olhar a data limite para se inscrever, e eu sugiro que façam o mais cedo possível, pois as vagas esgotam. Ou seja, para mim, o melhor seria ter feito a prova em maio, em São Paulo. Mas esperei muito tempo para fazer a inscrição, e quando fui fazer, todas as escolas em São Paulo já estavam cheias, e eu teria que fazer em Brasília, ou no Rio (optei por fazer na data seguinte, no dia 6 de Junho.).

Tenham em mente que a taxa para fazer a inscrição não é barata, então não façam apenas como um teste, ou algo do tipo. É bom investir, pra não gastar dinheiro atoa. Eu comprei o SAT Study Guide, e acho que foi muito bom, pois nele você pode fazer provas antigas, e eles explicam direitinho como funciona a nota e cada seção da prova.

Mas, afinal, como foi? Olha, achei a prova de nível médio. Nada super difícil, mas não muito fácil. O que complica mesmo é o tempo. Gente, tinha seção que eram 20 questões em 20 minutos. No total, foram 170 questões, mais uma redação, em 3 horas e 45 minutos. Faz o ENEM parecer super fácil, né? haha Se não fosse por isso, acho que seria bem mais fácil.



O modelo da prova é bem diferente do ENEM, aliás. Cada seção é cronometrada, e você não pode começar outra seção até que o tempo acabe para a anterior. Temos uns três intervalos pequenos para lanche, e a prova toda é feita a lápis. Uma coisa que achei boa em todo esse acompanhamento da prova, foi que eles fizeram passo a passo do gabarito com a gente. E como sou neurótica em errar coisas no gabarito, foi ótimo haha Ah, e todo mundo só fala inglês. A instruções, a prova, os professores, tudo em inglês.

O resultado saiu dia 30 do mesmo mês (sim, muito rápido). Meu total foi de 1600 em 2400, o que é a média dos americanos, mas impossível para entrar nas escolas mais concorridas, como Princeton e UPenn. Ainda assim, não custa tentar, não é? Assim que passar o ENEM (que é meu foco principal no momento.) vou fazer o TOEFL, e começar a correr atrás dos outros documentos, como histórico escolar, cartas de recomendação e redações.

Não sei se vocês tem interesse nesse tipo de coisa, mas pra mim é bom fazer esses posts, pois me ajudam a lembrar de tudo que tenho que fazer. E caso alguém tenha interesse, bom, espero que ajude!

Beijos, Jú

sábado, 18 de julho de 2015

Playlist de Julho!

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Oi, oi, gente! Já vou começar me desculpando pela ausência (foram quase dois meses!). O motivo vocês já conhecem, mas agora estou de férias, e isso significa muitos posts, certo? Bem, pelo menos eu espero que sim. Resolvi começar com uma nova playlist, já que nos últimos tempos descobri algumas novas músicas. Então, vamos lá:

1- Fidelity - Regina Spektor



2- Eet - Regina Spektor



3- Make You Mine - Family of the Year


4- Beggin for Thread - BANKS 


5- Sweater Weather - The Neighbourhood


6- Smile - Mikky Ekko


7- Every Little Thing She Does Is Magic - The Police


8- Suburban War - Arcade Fire



9- Riptide - Vance Joy



10- Slow Emotion Replay - The The



Bom, gente, é isso por esse post! Espero que gostem das músicas, tentei variar os estilos, mas não sei se consegui muito haha

Beijos,

domingo, 24 de maio de 2015

Sobre a série "Shadowhunters"

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Oi,oi, gente! Quanto tempo, né? Mas bem, vim falar hoje sobre a série de TV sobre Os Instrumentos Mortais. Depois daquele filme que decepcionou a maior parte dos fãs, vamos ganhar uma segunda chance de ver a adaptação dos livros. Antes de opinar no elenco, vou dizer que eu adorei a ideia de fazer uma série! Acho que vai ser melhor desenvolvida, e parece que eles estão investindo nisso mesmo. Além disso, gostei de eles chamarem a série de Shadowhunters, pois assim a série abrange o universo todo, ou é o que eu espero (quem sabe, se tudo der certo, conseguimos uma adaptação de Peças Infernais?).

Mas bom, uma das partes mais polêmicas de qualquer adaptação, é o elenco. Então vou falar um pouco o que achei dos atores, e fazer uma comparação com os do filme, porque não dá pra não comparar, né?

Clary Fairchild - Kat McNamara 

No filme, quem interpretou a Clary foi a Lily Collins. Eu não gostava particularmente dela como Clary, não tinha muito a ver com o que eu tinha imaginado, mas era aceitável. Adorei a Kat, achei que ela é a cara da Clary. Sobre o cabelo, sim, ela vai ficar ruiva para o show. Inclusive já ficou. O ruivo dela é um tom mais claro do que o da Lily, e mais alaranjado, mas eu gostei. Acho que ela vai ser uma ótima Clary! Além disso, ela vai estar no próximo filme de Maze Runner.











Jace (vamos deixar sem o sobrenome, porque né) - Dominic Sherwood 

Olha, eu gostava muito do Jamie Campbell Bower como Jace, mas o Dominic Sherwood conseguiu superar minhas expectativas. O medo de quem ia interpretar o Jace era geral, mas acho que o Dominic conseguiu agradar, pelo menos a mim. Ele estava na adaptação de Academia de Vampiros, mas a maioria deve conhecê-lo pelo clipe da música Style, da Taylor Swift. Existe uma certa polêmica com relação a cor (cores?) dos olhos dele, já que o Jace tem olhos dourados por certos motivos. Sinceramente, não ligo muito, Acho até legal essa coisa de ele ter só uma parte do olho castanho, acho que dá a impressão de que ele mexeu com mágica e isso aconteceu haha

Simon Lewis - Alberto Rosende 

Bom, gente, com o Simon, é um pouco complicado pra mim. Eu era (sou!) apaixonada pelo Robert Sheehan, que interpretou o Simon no filme. Acho ele perfeito como Simon (e como pessoa, vamos combinar.), então eu duvidava que alguém fosse conseguir superá-lo. O Alberto Rosende não conseguiu superar. No começo eu não gostei nem um pouco dele, mas com os óculos e vendo as fotos do elenco, estou começando a aceitar. Mesmo assim, preferia o Robert :x











Isabelle Lightwood - Emeraude Toubia

No filme, quem interpretava a Isabelle era a Jemima West. Eu gostava bastante dela, mas adorei a Emeraude Toubia. Achei ela bem a cara de Isabelle, e fiquei super feliz, porque a Isabelle é possivelmente minha personagem favorita. Houve certa polêmica com ela e com o Alberto por eles serem latinos. Sinceramente, não vejo problema algum, contanto que eles consigam fazer o bom sotaque americano!












Alec Lightwood - Matthew Daddario

Gente, eu AMEI o Matthew Daddario como Alec. E, sim, ele é irmão da Alexandra Daddario! Eu já não gostava do Kevin Zegers como Alex, achei ele muito velho e, não sei, só não captava muito a essência do personagem. Mas eu estou completamente apaixonada pelo Matthew, ele é exatamente como eu imaginei! Possivelmente é meu ator favorito até agora.













Magnus Bane - Harry Shum Jr

E já que a gente falou de Alec, vamos falar de Magnus! No filme ele era interpretado pelo Godfrey Gao. Eu gostava bastante da aparência dele, mas a atuação não foi das melhores. Gostei do Harry Shum Jr, acho que ele tem uma carinha de Magnus e acho que ele combina com o Matthew. Muita gente deve conhecer ele de Glee, mas eu nunca acompanhei a série, então não conheço muito da atuação dele pra falar. Vamos esperar que ele faça jus ao Magnus!










Luke Garroway - Isaiah Mustafa

Eu não gostava muito do Luke do filme, e infelizmente não gostei muito do Isaiah Mustafa. Sempre imaginei o Luke um pouco mais... Meigo? Não sei, mas ele me parece muito agressivo (?). Luke tem uma livraria, gente, e esse cara não parece ler, não. E eu vi um vídeo dele falando e a voz dele é muito grossa, me assustou. Torcendo pra que ele consiga me convencer!













Jocelyn Fairchild - Maxim Roy

Honestamente, eu nunca tive uma imagem muito nítida de como seria a Jocelyn. A do filme me agradou, e também gostei da Maxim Roy. Ela é bem bonita e tem cara de Jocelyn, então, aprovei!















Valentine Morgenstern -  Alan Van Sprang

Quem aí lembra do Valentine do filme? Aquele que parecia ter saído do filme de Piratas do Caribe? É, bom, aleluia eles conseguiram acertar dessa vez. Alan Van Sprang será o novo Valentine, e eu achei ele perfeito. Tem cara de vilão, e inclusive interpreta(va) um em Reign. Acho que ele vai ser ótimo!














Bom, gente, por enquanto é isso que temos por enquanto. Estou morrendo de curiosidade pra ver quem vai interpretar o Sebastian, apesar de ele só aparecer no terceiro livro. No geral, gostei muito do elenco, e acho que essa série vai ser incrível (ou pelo menos eu espero!). Sei que eles fizeram algumas mudanças, como envelhecer um pouco os personagens (enquanto no livro eles tem 16/17, no filme eles vão ter em torno de 20, se não me engano.), mas acho que vai funcionar.

E vocês, o que acharam?
Beijos,

domingo, 3 de maio de 2015

Resenha: A Lista Negra

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Essa é a história de Val e Nick. Eles são dois adolescentes que se conhecem no primeiro ano do ensino médio e se identificam de imediato. Val convive com pais ausentes, que brigam o tempo todo e só criticam suas roupas e atitudes. Nick tem uma mãe divorciada que vive em bares atrás de novos namorados. Os dois são alvo de bullying por parte de seus colegas do Colégio Garvin. Nick apanha dos atletas e Val sofre com os apelidos dados pelas meninas bonitas e populares. Ambos compartilham suas angústias num caderno com o nome de todos e tudo que odeiam, criando um oásis, um local de fuga, um momento de desabafo, pelo menos para Val. Já Nick não encara a lista e os comentários como uma simples piada. Há alguns meses, ele abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também acaba salvando a vida de uma co¬lega que a maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista das pessoas e das coisas que ela e Nick odiavam. A lista que ele usou para esco¬lher seus alvos.
Olá! Finalmente, gostei de um livro. Esse foi minha prima que escolheu pra mim, então agora só vou ler os livros que ela mandar! Antes de começar a resenha, quero me justificar com relação a um outro livro. Como vocês devem saber, li Trono de Vidro e adorei. Infelizmente, a sequência, Coroa da Meia-Noite, não funcionou pra mim. Nem consegui terminar de ler, e é por isso que não vou fazer uma resenha.

Mas, vamos focar em A Lista Negra.

O livro conta a história de Valerie Leftman, Nick Levil, e, pra mim, de muitas outras pessoas. Depois de Nick atirar em vários colegas da escola, inclusive Valerie, e em seguida, se matar, a garota tenta lidar com seus conflitos internos e externos. Sendo culpada por muitos por ter iniciado a Lista Negra que Nick usou para escolher seus alvos, Valerie está perdida, sem saber como se sentir, como agir, ou o que pensar de si mesma. 

Esse é um livro parado. Fora a tragédia principal, o livro é feito mais de emoções e sentimentos, tanto de Valerie para com os outros, quanto dos outros para com ela. Esse foi um dos aspectos que mais gostei. Nunca passei por nada parecido, e só Deus sabe como eu reagiria se algo do tipo acontecesse, mas acredito que a reação de Valerie foi apropriada, e muito bem desenvolvida. Seria certo culpar-se por não perceber os planos de alguém tão próximo quanto seu namorado? Ou seria ela uma vítima como todos os outros alunos? E que tipo de pessoa era Nick, realmente? Poderia uma pessoa ter dois lados tão opostos, um tão bom, mas outro tão cruel?

Nick amava Shakespeare, principalmente Hamlet. Já disse que adoro referências, mesmo que não entenda ao que elas se referem. Morte e suicídio eram tópicos frequentes nas conversas entre ele e Valerie, mas pra ela, era só uma brincadeira. É horrível que eu ame Nick? Não acho que seja, mas vou me justificar. Amo-o como personagem, por ser tão misterioso e tão real ao mesmo tempo. Amo que podemos ver seus dois lados. As vezes, a vida torna pessoas boas, em pessoas ruins. É por isso que não odeio Nick, e entendo o porquê de Valerie nunca poder: Nick é digno de pena, por ter deixado de ser o que era, ou deixado que um lado seu que devia ser reprimido, tomasse conta. Ele matou muitos, e matou a si mesmo. E, ao mesmo tempo que gosto de pensar que o entendo, sei que nunca vou. O que passava por sua mente é somente dele.

Valerie fez algumas decisões ruins na vida, e ela sabe disso. Sabe que lidou da maneira errada com muitas situações. Achei incrível como a autora expressou isso na escrita, como pudemos sentir genuinamente as sensações, a confusão, o medo, a vergonha, a saudade e todos os outros mil sentimentos de Valerie. Disse no começo que achava que essa era a história de muitos. Digo isso pois, diferentemente de muitos livros, apesar de estarmos completamente envolvidos por Valerie, não somos privados das vidas daqueles com quem ela se envolve. E, assim, temos diversas perspectivas e reações ao acontecimento, e cada personagem parece ser importante, pois ele estava presente. Porque foi afetado.



Achei interessante a autora não ter introduzido um interesse amoroso, e adorei a mudança. Eu particularmente gosto de romances, mas sinto que se houvesse muito disso nesse livro, seria inapropriado. Valerie mal consegue se decidir como se sente em relação aos pais, quanto mais em relação a algum garoto.

Se ainda não consegui me expressar bem, vou ser direta e dizer que amei esse livro, e entendo perfeitamente porque tantas pessoas amaram. Com A Lista Negra, vi que as pessoas são egoístas. Mas vi também que uma mesma pessoa pode ter vários lados, e basta pressioná-la para que o lado melhor supere o pior. "E como sempre há tempo para a dor, também sempre há tempo para a cura." E a vida segue.

Bom, gente, é isso. Vocês já leram A Lista Negra? Se não, recomendo muito!
Beijos,