segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Resenha | Mil Beijos de Garoto

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Um beijo dura um instante. Mas mil beijos podem durar uma vida inteira. Um garoto. Uma garota. Um vínculo que é definido num momento e se prolonga por uma década. Um vínculo que nem o tempo nem a distância podem romper. Um vínculo que vai durar para sempre. Ao menos era o que eles imaginavam. Quando, aos dezessete anos, Rune Kristiansen retorna da Noruega para o lugar onde passou a infância – a cidade americana de Blossom Grove, na Geórgia –, ele só tem uma coisa em mente: reencontrar Poppy Litchfield, a garota que era sua cara-metade e que tinha prometido esperar fielmente por seu retorno. E ele quer descobrir por que, nos dois anos em que esteve fora, ela o deletou de sua vida sem dar nenhuma explicação.
Oi, gente, tudo bem com vocês? Hoje vim fazer a resenha de um livro que está bem na moda atualmente, Mil Beijos De Garoto, da Tillie Cole. Admito que comecei o livro com a impressão errada sobre ele. Imaginei que seria uma história fofa, pra aquecer o coração e acabar com minha ressaca literária. Só depois fui descobrir que é um livro triste, pra chorar. Sinceramente, acabei me decepcionando. Mas vamos lá, vou explicar direito. Essa vai ser uma resenha COM SPOILERS, então, se ainda não leu, CUIDADO.

Amei os primeiros capítulos, quando Poppy e Rune eram ainda crianças. Amei o amor inocente e puro, as declarações fáceis e o surgimento da ideia dos mil beijos de garoto. Mas, então, quando eles cresceram, senti que o amor foi ficando forçado e, as declarações, repetitivas.

Poppy é um clichê extremo que, por sorte, eu adoro. Ela é extremamente feliz, amante da vida e dos pequenos momentos de alegria, apaixonada por tudo e todos, esbanjando uma aura de euforia. E, é claro, ela não se abala com a notícia de que está morrendo. Apesar de amar o clichê, simplesmente por ele me inspirar a ser, de fato, mais feliz e aproveitar mais os momentos, sinto que ele tem que ter limites. Poppy não ficou triste por si mesma em nenhum momento. Ela aceitou a morte quase como se fosse algo rotineiro, simples, nada demais. Entendo que essa aceitação acaba ocorrendo, mas as pessoas não são perfeitas, não são 100% altruístas ou positivas. As pessoas tem momentos de fraqueza, e Poppy não tinha, o que me incomodou. Assim, ela me pareceu muito irreal.

Rune é outro clichê, o famoso bad boy. Não consegui me conectar com ele como pessoa, apenas como alguém que amava Poppy. No geral, esse foi um dos meus maiores problemas com o livro: o foco absurdo no romance. Não me entendam mal, amo romances, sou uma pessoa extremamente romântica e que acredita em amores intensos e de explodir o coração. Mas também acredito nos outros amores, da família e dos amigos. Poppy e Rune se isolavam tão intensamente, para ficarem sozinhos, que deixaram pra lá as outras pessoas de suas vidas. Não conhecemos nada sobre nenhum outro personagem. Eles estão lá simplesmente, como se fossem vazios, sem personalidades, sem importância. Sinceramente, eu ficaria bem chateada se fosse amiga de um deles.

Mas, realmente, o que mais me incomodou foi o tom extremamente meloso do livro. Não se se vocês perceberam, mas Rune e Poppy não falavam de nada que não fosse o próprio amor ou a morte. Eles repetiam os mesmo elogios e os mesmos "mantras" centenas de vezes por dia. Sou muito fã de um amor simples e real. Acredito que tudo em exagero é ruim. Então, acho que as palavras repetidas sem moderação, sem ser em momentos especiais, perdem seu sentido. "Até o infinito" e "Para sempre e sempre", o tempo todo, perdem o significado. Conversar mil vezes por dia sobre como vocês se amam é, simplesmente, chato. O que, no início, achei um amor, uma fofura, passou a ser muito irritante.

Sei que parece que odiei o livro, mas não. Acho que ele tem mensagens importantes sobre amar e ser amado, sobre a vida e os momentos. Na verdade, acho que esse livro é sobre a importância dos momentos, sobre saber apreciá-los e garantir que eles sejam percebidos. Isso é algo que tento levar para a minha vida, e gosto que tenha sido tratado de uma maneira bonita no livro.

"Por que é necessário o fim de uma vida para se aprender a apreciar cada dia? Por que precisamos esperar até ficar sem tempo para começar a conquistar tudo o que sonhamos, quando um dia tínhamos todo o tempo do mundo? Por que não olhamos para a pessoa que mais amamos como se fosse a última vez que a vemos? Por que, se olhássemos, a vida seria tão vibrante. A vida seria tão verdadeira e completamente vivida."

Também gostei bastante da questão dos beijos. Achei legal Poppy ter deixado o pote de mil beijos para Rune, e odiei o fato de ele não ter preenchido nenhum. Mesmo assim, acho que a ideia foi legal, e gostei que isso conectava Poppy a sua avó. A ideia das lanternas com cada beijo também foi fofa, e, finalmente, pudemos ver um pouco do relacionamento de Rune com outras pessoas, como seu irmão e seus amigos.

Consigo entender porque muita gente venera esse livro, mas, infelizmente, acho que ele não foi feito pra mim.

Vocês já leram? O que acharam?

Beijos,
Ju


sábado, 27 de janeiro de 2018

Resenha | Proibido

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Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.Eles são irmão e irmã.Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.
Oi, gente! Tudo bem? Hoje a resenha é de um livro, no mínimo, polêmico. "Proibido", como muita gente deve saber, conta a história de dois irmãos, Lochan e Maya, que se apaixonam. Então, vamos lá, vou tentar sintetizar os sentimentos com o mínimo de clareza pra vocês entenderem o que achei.

"Como algo tão errado pode parecer tão certo?" Partimos da premissa de que, sim, é algo errado. Se não fosse, a frase seria ao contrário ("como algo que parece tão certo pode ser errado?"). Entendem o que quero dizer? Achei que me sentiria desconfortável lendo esse livro, mas não. É impossível evitar o conflito que é criado dentro de você, a esperança de que os dois possam ficar juntos e o medo por não ser considerado certo. É polêmico, te faz questionar.

Lochan e Maya não são irmãos. Jamais foram criados como tal, ou tiveram esse tipo de relação. Eles sempre foram amigos, iguais, companheiros, juntando-se para lidar com a situação difícil de sua família. Eles são os pais dessa família, quase um pai e uma mãe para as crianças, pois precisam agir assim. As circunstâncias os aproximaram assim, de maneiras não convencionais.

Não estou dizendo que considero certo, normal, ou que deve ser convencional. Mas estou dizendo que há situações e situações, e devemos analisá-las sem o julgamento pré- determinado. Vale a pena impedir o amor de duas pessoas, causar o sofrimento delas, de uma família inteira, apenas para manter os bons costumes e a moral?

"Você pode fechar os olhos para as coisas que não quer ver, mas não pode fechar o coração para as coisas que não quer sentir"

Essa é a frase que inicia o livro, e o representa muito bem: é impossível moldar seus sentimentos para encaixarem-se nos moldes sociais aceitos. Por que deveríamos considerar errado algo que é consensual, entre pessoas da mesma idade, e que não está machucando ninguém? Pois é incomum. Pois causa desconforto. Pois não costuma acontecer.

A escrita da autora é maravilhosa, e é por causa dela que o livro é tão sofrido. Ela passa os sentimentos com uma profundidade absurda, fazendo com que seja impossível não se conectar aos personagens, não sentir seus medos, vontades, insegurança e o seu amor, por mais que seja incomum. Ninguém vai ler esse livro sentindo nojo, repulsa ou desconforto, pois estamos lendo pelo ponto de vista de duas pessoas apaixonadas. Eles não se sentem como irmãos, não se veem com essa relação, não agem como se fossem.

Ainda não sei o que sinto. É triste, ver o amor dos dois ser considerado tão errado. Mas também é impossível simplesmente torcer para que fiquem juntos, sem pensar nas consequências. Não me apeguei apenas a Maya e Lochan, mas a toda a família, Willa, Tiffin e Kit. Crianças que já passaram por tantas dificuldades, por tantos abandonos. O relacionamento que mais me partiu o coração, mais que o de Maya e Lochan, foi o de Kit e Lochan. Irmãos que não puderam ser realmente irmãos, pois as circunstâncias o forçaram a ser mais, pai e filho, e isso traz consequências imensuráveis.

Não sei se é um livro que todos conseguiriam ler, pois é pesado, é tenso, a realidade do relacionamento sempre pairando sobre as páginas. Mesmo assim, acho que gostei. É diferente, não se compara a nenhum outro, talvez, porque ninguém teve coragem de tocar nesse assunto. O único tipo de amor que jamais é comentado, mais condenado do que os relacionamets abusivos ou entre pessoas com enormes diferença de idade. Faz você pensar, no mínimo. Por que deixamos que nossa moral ultrapassada guie tanto nossos julgamentos e nos faça condenar tanto duas pessoas cujo amor não faz mal a ninguém, nem a elas mesmas? Acho que fica a reflexão.

Vocês já leram esse livro? Me contem o que acharam!

Beijos,

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Resenha | The Heart of Betrayal

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Em The Heart of Betrayal — Crônicas de Amor e Ódio v.2, Lia e Rafe estão presos no reino barbárico de Venda e têm poucas chances de escapar. Desesperado para salvar a vida da princesa, Kaden revelou ao Vendan Komizar que Lia tem um dom poderoso, fazendo crescer o interesse do Komizar por ela. Enquanto isso, as linhas de amor e ódio vão se definindo. Todos mentiram. Rafe, Kaden e Lia esconderam segredos, mas a bondade ainda habita o coração até dos personagens mais sombrios. E os Vendans, que Lia sempre pensou serem selvagens, desconstroem os preconceitos da princesa, que agora cria uma aliança inesperada com eles. Lutando com sua alta educação, seu dom e sua percepção sobre si mesma, Lia precisa fazer escolhas poderosas que vão afetar profundamente sua família... e seu próprio destino.
Oi, gente! Como vocês estão? Finalmente vim fazer a resenha da sequência de "The Kiss of Deception", esse livro lindo que eu demorei mil anos pra ler.

Confesso que achei esse livro bem mais lento que o primeiro. Talvez não MAIS lento, mas uma lentidão pior. Enquanto no primeiro tínhamos vários aspectos novos, com Lia se apaixonando, a incerteza de quem era o Assassino e o Príncipe, nesse não tínhamos tantos pontos fortes que te faziam se prender ao livro. Mesmo assim, a história não deixa de ser interessante. A sequência de eventos é interessante, só não é intensa o suficiente para te absorver por inteiro e tornar impossível interromper a leitura.

Em Venda, senti nossos personagens muito perdidos e impotentes. Mesmo Kaden não sabia como agir, como devia proteger Lia, onde suas lealdades deveriam estar. Já Rafe e Lia estão nesse mundo completamente desconhecido, sem opções para fuga, com apenas um fio de esperança nos amigos do príncipe.

Tenho que dizer que gostei muito de Kaden nesse segundo livro. Podemos conhecê-lo mais, sua história, sua relação com o Komizar e com venda. E, surprise, ele não é vendano. Ele parecia genuinamente preocupado com Lia, e buscava fazer o que achava que seria certo. Seu conflito interno foi muito bem desenvolvido. Por outro lado, senti que Rafe está me parecendo um personagem vazio. Parece que não sabemos quase nada sobre ele, além do fato de ele ser o príncipe. Sinceramente, ele foi bem chato nesse livro, no sentido de monótono.

Outro destaque pra mim foi o Komizar. Ele é muito perturbado, muito mal. Talvez ele seja um pouco clichê, por ser o típico governante com sede de poder e vingança, mas, mesmo assim, achei que o aspecto psicológico dele foi muito interessante, assim como suas manipulações.

Mas, claro, o destaque desse livro são as incríveis personagens femininas. Lia é simplesmente incrível. Ela é corajosa, sem deixar de ser medo. Independente, sem deixar de se importar com Kaden e Rafe. Gentil, sem deixar de ser forte. E, nesse livro, senti que ela começou a se impor, sem ser impulsiva. Lia ainda tem sua voz, ainda não tem medo de expor suas opiniões e lutar pelo que acredita. Mas, agora, ela sabe quando deve se expor, e quando deve se guardar, dependendo do que será mais vantajoso para sua causa. Também gostei muito de Aster e Calantha, personagens fundamentais no livro, com personalidades fortes e uma história completa por trás de suas ações.

As últimas 100 páginas de "The Heart of Betrayal" são, com certeza, a melhor parte do livro. Nas últimas 50, é impossível largar o livro. Mary E Pearson pode escrever inícios lentos e um pouco monótonos, mas seus finais são sempre simplesmente maravilhosos e, sua escrita, impecável. Adorei como podemos sentir a angústia e o desespero de Lia a medida que suas esperanças iam se esgotando, e o fim ia se aproximando. As emoções de Lia são escritas com muita intensidade, o que eu amo.

No geral, esse livro foi tão bom quanto o primeiro. Gostei muito de conhecer Venda e seus costumes, mas gostaria que o processo todo fosse agilizado. Talvez, pudéssemos ter mais cenas com Calantha e Rafe, para conhecê-los melhor.

O que vocês acharam desse livro?

Beijos,


domingo, 21 de janeiro de 2018

Sobre autopublicação | Amazon KDP

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Oi oi, gente! Como vocês estão? Perguntei no Instagram se alguém teria interesse em um post falando sobre o processo de autopublicação, e muita gente gostou da ideia, então aqui estou! A minha autopublicação foi pela Amazon KDP (Kindle Direct Publishing), então vou contar minha experiência com essa plataforma e deixar tudo bem detalhadinho.

Primeiramente, lembrem-se que existem várias formas de autopublicação digital. Temos a Amazon, o Clube dos Autores, Bookess, Publique-se, entre outros. Eu escolhi a Amazon mais por instinto mesmo, e, claro, por ver algumas vantagens. Por exemplo, quando você escolhe publicar pela Amazon, seu livro fica disponível nas lojas de todos os países. Então, se alguém na França quiser comprar seu livro, eles podem. Claro, na língua original do livro. Não é algo que acontece com frequência, mas acho que é vantajoso que haja essa opção. Além disso, sinto que a maioria das pessoas que leem e-books os compram pela Amazon. Mesmo assim, acho que a escolha da plataforma é algo muito pessoal, e vai de cada um. Cada uma possui suas vantagens e desvantagens.

O processo em si é muito simples. O primeiro passo, claro, é criar uma conta no KDP. Mesmo que você já tenha uma conta na Amazon, é preciso vinculá-la ao KDP. A partir daí, a própria plataforma vai te guiando. Depois de ter a conta criada, é preciso preencher todas as informações sobre você e, o mais importante, sobre os seus dados bancários. Isso é necessário para que a Amazon possa te pagar os seus royalties, afinal, temos que receber pelo nosso trabalho, né?

O segundo passo é clicar em "criar um novo livro". É importante ressaltar que aqui existem duas opções: e-book ou livro de capa comum. O e-book é, logicamente, o livro digital comum que ficará disponível em todas as lojas da Amazon. Já o livro de capa comum é o livro físico. Sim, a Amazon permite que você venda o seu livro em formato físico. Falarei disso mais para frente, então, por enquanto, vamos focar no e-book.

Então, o terceiro passo é colocar os detalhes do seu livro, como título, sinopse, autor, categorias, público alvo, enfim, várias coisas. Você também pode escolher se quer publicar o livro imediatamente ou se gostaria de fazer uma pré-venda. Eu coloquei imediatamente porque sou ansiosa demais, mas não sei se isso faz muita diferença.

Depois dos detalhes, vem a parte mais importante. O quarto passo é editar o conteúdo do seu livro. É nesse momento que você vai adicionar o documento do seu livro (se não me engano, pode ser em PDF ou Word.), capa, etc. A primeira coisa importante é prestar atenção ao formato do livro. A Amazon oferece os modelos de documentos com as margens, tamanho de letra, e outros detalhes já prontos para que o livro fique no formato certo. Então, você pode baixar esse modelo e só colar o conteúdo do seu livro no documento, é bem simples. A parte mais difícil é a capa. A Amazon oferece um aplicativo criador de capas, mas não recomendo. É bem limitado, e eu pessoalmente achei as opções de fontes e imagens bem feias. Por outro lado, tem um site/aplicativo que eu achei bem interessante, chamado Canvas. Ele permite que você selecione a opção de criar uma capa de e-book, e tem um acervo grande de opções gratuitas e pagas de formatos. A utilização do aplicativo é simples, mas é na base de tentativa e erro. Na hora de escolher uma imagem de fundo, não deixe de prestar atenção se a imagem tem direitos autorais. Isso é importante para que você não tenha problemas com o autor da foto. O que eu fiz e recomendo é tirar a imagem de um site com imagens gratuitas e sem direitos autorais (eu utilizei o Pixabay). O bom desses sites é que as imagens tem qualidades boas, o que é necessário especialmente se você for fazer o livro de capa comum também. Lembrando que você pode contratar alguém para fazer tanto a formatação do livro quanto a capa. Eu preferi fazer sozinha para economizar dinheiro, mas é uma opção também. Depois de ter feito tudo isso, você vai poder fazer uma pré-visualização do seu livro, pra checar se está tudo certo.

O quinto passo diz respeito ao preço e aos royalties do livro. A Amazon vai sugerir um preço mínimo e máximo para você, dependendo do tamanho e tipo do seu livro. Você também deve selecionar em quais territórios possui os direitos do livro. Nesse momento, você deve escolher se vai querer 35% ou 70% dos royalties. Para poder recer 70%, a Amazon pede exclusividade no meio digital, ou seja, o seu livro deve estar disponível apenas nas lojas da Amazon. Caso você escolha a opção de 35%, você poderá publicar o livro em outras plataformas, como o Clube dos Autores, e então seu livro estará disponível em mais lojas. Porém, com 35% não é possível cadastrar seu livro no Kindle Unlimited. Caso você não saiba, o Kindle Unlimited é como uma Netflix de livros. Você paga uma taxa mensal (aproximadamente 20 reais, se não me engano) e tem acesso a um acervo de livros gratuitos. Se o seu livro estiver nesse acervo, provavelmente mais pessoas terão acesso a ele. Os royalties nesse caso vem do número de páginas do livro lidas pela primeira vez, além do fundo global. Eu, pessoalmente, acho uma boa opção.

Depois disso, é só clicar em "publicar seu E-book Kindle" e pronto, após no máximo 48 horas, seu livro estará disponível. O processo todo é bem auto explicativo, então imagino que ninguém vá ter dificuldades. Depois do livro ter sido publicado, você poderá acompanhar as vendas na aba de "relatórios". Os seus royalties serão pagos 60 dias após a venda dos e-books. Antes disso, a Amazon vai depositar 0,01 centavos na sua conta, pra checar se o depósito pode ser realizado com sucesso.

Agora, com relação ao livro físico. A Amazon permite que você crie um livro físico para ser vendido sob demanda, ou seja, cada vez que alguém comprar o livro, uma única cópia será impressa. O Clube dos Autores também tem essa opção, com algumas diferenças. Por exemplo, a Amazon BR ainda não possui esse recurso, então o seu livro ficará disponível na Amazon americana. Consequentemente, o livro será impresso lá, e o frete para encomendas feitas no Brasil ficará bem caro. Mesmo assim, assisti alguns vídeos de comparação da Amazon com o Clube dos Autores (que fazem as impressões no Brasil, por ser brasileiro) e o preço final do livro não ficou com tanta diferença. De novo, acho que é uma escolha pessoal. Eu escolhi a Amazon novamente.

Pra começar, selecione a opção "criar livro de capa comum". O processo é quase igual ao do e-book, então você precisará preencher os detalhes do livro, conteúdo, capa e royalties. As diferenças básicas são que agora você terá que selecionar coisas como o tipo de papel, capa fosca ou brilhante, e editar detalhes da capa no aplicativo (contra-capa e lombada). Além disso, você vai precisar de um ISBN.  o ISBN é o Número Padrão Internacional do Livro. Todos os livros publicados possuem um número. Se o seu livro for publicado por uma editora, ele já terá um número. No caso da Amazon, você pode selecionar a opção de utilizar um ISBN da Amazon, caso não tenha um. Depois disso, é só concluir o processo e esperar algumas horas para que o livro fique disponível.

O último e mais importante passo é fazer a divulgação do seu livro. A maior dificuldade de autores independentes é não ter uma editora que ajude nessa parte. Então, você tem que se virar. Crie perfis nas suas redes sociais, fale para os seus amigos, faça parcerias com blogs. Tudo que você conseguir pensar é válido desde que, é claro, não fique chato. A Amazon também permite que você faça promoções. No KDP BR, a única disponível é a de livro gratuito. Você pode deixar seu livro de graça por até 5 dias. Eu recomendo muito fazer essa promoção de tempo em tempos, e divulgar nas redes sociais e para os parceiros. É uma forma de fazer com que as pessoas baixem o seu livro porque, convenhamos, quem não gosta de coisa grátis?

Bom, gente, acho que é isso. Talvez eu venha atualizar esse post caso tenha me esquecido de algo, mas garanto que o processo é bem fácil e auto explicativo. A maior dificuldade pra mim foi com relação a capa mesmo, porque, querendo ou não, é um dos fatores que vai influenciar se as pessoas clicam ou não no seu livro. De qualquer maneira, se você tiverem qualquer dúvida, podem me perguntar! Não sou especialista, claro, estou aprendendo na experiência mesmo, mas estou disponível para ajudar. Boa sorte com suas publicações!

Beijos.


terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Resenha | Corte de Névoa e Fúria

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O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.
Oi, gente linda! Finalmente apareci pra fazer a resenha desse livro que todo mundo no universo tá lendo, e amando. Então, vamos lá? Ah, cuidado com os SPOILERS.

Nesse livro, vamos começar a ver a repercussão dos acontecimentos do primeiro livro, depois que Feyre quebrou a maldição e libertou todo mundo da Amarantha. Ah, e virou feérica, né? Mas ela não está tão feliz assim como o esperado, pois sente o peso de tudo que teve que fazer em Sob a Montanha, e Tamlin não está ajudando. Pelo contrário, o medo de perdê-la faz com que ele a prenda dentro de casa e é aí que Rhysand (aka o melhor personagem do livro) aparece e a leva para a Corte Noturna.

O primeiro livro pra fim foi extremamente parado, demorei pra entender o objetivo da história e acho que as coisas começaram a ficar minimamente interessantes só nas últimas 200 páginas.

Neste livro, é impossível ter o mesmo problema. Muita coisa acontece, o tempo todo. Temos aspectos emocionais intensos, novos personagens, missões constantes, festas... Gostei bem mais desse livro. Acho que a história se apresentou de maneira muito mais clara, os relacionamentos foram construídos de um jeito bem melhor.

Mas tenho que admitir que acho que o hype dessa série não me pegou. Comecei a gostar mais da história, o mundo é muito interessante e os personagens são FANTÁSTICOS mas, no geral, não acho que seja espetacular. Antes de ler as últimas 100 páginas desse livro eu, inclusive, tinha decido não continuar. Simplesmente porque meu ship tinha acontecido (hehe) e eu não estava tão interessada assim nos acontecimentos da guerra e tudo mais. Pra ser sincera, acho que esse livro tem informações demais. Em vários momentos, fiquei perdida, tentando lembrar qual era exatamente a história e os motivos por trás das ações de certas pessoas (o rei, Jurian, Amarantha, Myrian). Essa complexidade e profundidade de personagens é algo que amo, mas odeio quando não fica claro, e, pra mim, não ficou.

Resolvi que precisaria continuar quando cheguei ao final do livro. Vocês não tem noção da raiva que  senti quando Tamlin apareceu com Lucien. Alguém, por favor, arruma uma ordem de restrição pra esse homem. Eu odeio como ele apenas ignora a carta de Feyre, odeio como ele ignora um laço de parceiros que todo mundo consegue sentir. E Lucien me decepcionou profundamente, porque gostei tanto dele no primeiro livro, e então ele não defendeu Feyre.

E meu coração partiu quando o laço foi quebrado. A noção de que eles não conseguiriam mais se comunicar pela mente acabou comigo, acabou com meu ship. Mas então, não estava acabado, e foi literalmente a melhor coisa do mundo quando descobrimos que Feyre é uma Grã-Senhora. Amo o que Feyre se tornou, como ela começou a ganhar voz, a se valorizar, a se dar crédito por tudo que fez.

Então, precisamos falar sobre como isso só confirma a maravilhosidade de Rhys.

Tamlin disse a Feyre que não existiam Grã-Senhoras; ele não permitia que ela sequer soubesse o que estava acontecendo no mundo e, literalmente, a trancafiou dentro de casa. Podemos perceber, por ninguém questionar esse tipo de atitude, que o mundo dos feéricos é tão machista quanto o dos humanos. E, em meio a todo esse caos, surge Rhys, descrito como um sonhador.

Rhys não conta a Feyre sobre eles serem parceiros, pois sabe que isso influenciaria em suas escolhas. Ele dá a ela liberdade para decidir ou não aceitar aquele laço, sem nem mesmo saber que ele existe. Ele permite que ela saiba tudo que está acontecendo, e a incentiva a alcançar todo o seu potencial, a desenvolver seus poderes. Rhys não tem medo que Feyre brilhe o quanto ela precisa brilhar, que use os seus poderes para o bem. Ele sabe que, antes de ser sua parceira, Feyre é uma pessoa. Rhys libertou Amren e Mor. Rhys quer que as garotas illyrianas possam treinar. Gente, Rhysand é mó feminista! Ô menino do coração bom!

E eu o amo por isso. E é por ele que vou ler o próximo livro. Por ele, por Feyre, pelo que ela se tornou e por todos os integrantes maravilhosos da Corte dos Sonhos. Preciso dizer que amei Amren, Mor, Cassian e Azriel. Eles eram tão doces, tão reais. A família que Feyre nunca teve.

O problema desses livros, pra mim, é que eles se arrastam. Me cansam, por motivos que nem eu mesma sei. Pode ser pela escrita ou pela história que não conseguiu me absorver, não me despertou interesse em saber que rumo as coisas vão tomar.

Apesar de ser um livro que me cansou, pude aproveitá-lo bem, pelos seus personagens. E agora, mesmo que não esteja tão interessada no enredo principal (com o rei e Jurian e o Caldeirão), estou muito ansiosa pra ver os estragos que a Grã-Senhora da Corte Noturna vai fazer na Corte Primaveril.

Vocês amam essa série como todo mundo? Me contem!

Beijos.

domingo, 7 de janeiro de 2018

Sobre e-readers e livros físicos

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Oi, gente, como vocês estão? Hoje quero conversar com vocês sobre algo que vem ocupando muuito minha mente: as vantagens e desvantagens dos E-readers (Kindle, Kobo, Lev, etc.).

Eu sempre fui extremamente contra ler em computadores, celulares e qualquer outros dispositivos. Nunca consegui me desapegar da sensação boa de comprar o livro na livraria, esperar uma encomenda, sentir o cheirinho gostoso e a textura das páginas. Mas então parei pra pensar e percebi que essas eram coisas meio... fúteis, vocês não acham? Não são essas coisas me fazem ler; elas apenas fazem parte de uma experiência de leitura. Convenhamos que a ÚNICA coisa realmente NECESSÁRIA para ler um livro é, bom, a história.

Mesmo assim, não sei se algum dia vou conseguir me adaptar a computadores e celulares, principalmente por dois fatores: no caso do celular, o tamanho, e, em ambos, a luz. Pareço até velha quando falo isso, mas, gente, cansa demais a vista! A gente já fica tanto tempo no celular, ainda vou acrescentar a isso as horas que vou ficar LENDO no celular?

Mas então, como se lendo os meus pensamentos, chegaram os e-readers. Maravilhosos, sensuais, tela fosca com luz embutida, livros mais baratos, leves, práticos... Admito, estou sendo seduzida! Mas ainda tenho muito medo de não conseguir me adaptar.

Então (depois de muita enrolação), resolvi separar as vantagens e desvantagens dos E-readers, comparando-os aos livros físicos:


PREÇO

Todo mundo sabe que livro é caro, isso não é novidade. Um e-reader é, aproximadamente, levando em conta as variações das marcas, 300 reais. Em compensação, a maior parte dos e-books são mais baratos do que suas versões físicas. O que faz sentido, já que você não gasta papel, gráfica, transporte, etc. Mas eu já vi (com certa frequência até) e-books que tem o mesmo preço das versões físicas! Então, sinceramente, não sei o quão grande essa economia realmente seria. 

PRATICIDADE

Todo mundo também sabe que livro é pesado. Pense você, viajando e querendo ler Harry Potter. Onde é que você vai enfiar aqueles livrões de 600 páginas? Se você tiver um e-reader, o livrão de 600 páginas (e mais muitos outros) vai caber na sua bolsa. Isso, não tem como negar, é prático. Como leitores, gostamos de arrastar os livros pra todos lugares. Se temos cinco minutos livre, queremos tentar terminar aquele capítulo. Nesse caso, os e-readers ganham de lavada dos livros físicos.

MARCAÇÕES

Eu, particularmente, não sou uma pessoa que costuma fazer marcações nos livros. Mas sei que muita gente gosta de grifar citações ou fazer anotações. Nesse caso, acho que os e-readers podem ser de grande ajudar: é mais fácil você selecionar um trecho e adicionar uma nota, tudo no mesmo lugar, do que levantar pra achar um post-it e uma caneta. Já com relação a grifar, acho que não faz muita diferença. No entanto, já ouvi muita gente reclamando de alguns e-readers que eram difíceis de selecionar as citações, marcando partes erradas ou incompletas.

TEMPO

Quando digo "tempo" quero dizer tempo de compra. Leitores são ansiosos, é difícil esperar por aquela continuação da série ou aquele livro do seu autor favorito. Então, nesse caso, os e-readers ajudam bastante. Imagina terminar Principe Mecânico no sábado a noite e ter que esperar domingo todo pra comprar Princesa Mecânica? Eu chamo isso de tortura! Com o e-reader, você pode comprar seu livro e começar a lê-lo em qualquer momento. Claro, não tem a emoção de ir na livraria ou de esperar a encomenda.

SUSTENTABILIDADE

Nesse caso, o e-reader, apesar de gastar energia quando precisa ser carregado, ganha com certeza. Não é segredo que a natureza está sendo destruída e, querendo ou não, os livros físicos estão colaborando. Já pararam pra pensar quantas árvores tiveram que ser cortadas pra fazer aquela edição maravilhosa de 20 anos de Harry Potter e a Pedra Filosofal?

PRAZER

Adicionei essa sessão porque, por mais que seja fútil, é importante ter uma experiência de leitura prazerosa e isso inclui, sim, o cheirinho do livro e a textura das páginas. É como aquela versão nova de Banco Imobiliário com o cartão de crédito, sabe? Você não se SENTE rico. Vocês conseguem SENTIR a história quando a leem por e-reader? Conseguem não se irritar ao não poder ver quantas páginas faltam (na real isso pode evitar alguns spoilers acidentais, então, ponto pro e-reader)? Conseguem se envolver com a história mesmo que ela não apareça completinha pra você? Conseguem ficar bem depois de terminar um livro maravilhoso e não poder abraçá-lo por horas, absorvendo a maravilhosidade por osmose? Acho que isso vai de cada um. Eu, pessoalmente, ainda não sei se consigo.

Bom, gente, acho que a reflexão que eu queria fazer era essa. Quero muito saber o que vocês pensam sobre o assunto e, se tem e-readers, de qual marca? O Kindle sempre parece ganhar nas comparações, mas os outros fazem o trabalho direitinho? Me contem!

Beijos,