segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Resenha | Isla e o Final Feliz

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Tímida e romântica, Isla tem uma queda pelo introspectivo Josh desde o primeiro ano na SOAP, uma escola americana em Paris. Mas sua timidez nunca permitiu que ela trocasse mais do que uma ou duas palavras com ele, quando muito.Depois de um encontro inesperado em Nova York durante as férias envolvendo sisos retirados e uma quantidade considerável de analgésicos, os dois se aproximam, e o sonho de Isla finalmente se torna realidade. Prestes a se formarem no ensino médio, agora eles terão que enfrentar muitos desafios se quiserem continuar juntos, incluindo dramas familiares, dúvidas quanto ao futuro e a possibilidade cada vez maior de seguirem caminhos diferentes.
Oi, gente! Vim fazer hoje a resenha de Isla e o Final Feliz, mais um dos livros incrivelmente fofos da Stephanie Perkins. Esse é o último livro da trilogia (Anna, Lola e Isla). Apesar de não ser extremamente necessário lê-los na ordem, acho que é melhor pois, caso contrário, você pode acabar ganhando alguns pequenos spoilers. Mas todos são fofos demais, vocês não vão querer pular nenhum <3 Então, vamos lá.

Nesse livro, como em Anna e o Beijos Francês, estamos na França, em uma escola Americana, a SOAP. Isla está no seu último ano e não tem muitas expectativas, planejando apenas continuar com suas atividades rotineiras na companhia de seu melhor (e único) amigo, Kurt. Masss, o ano toma uma reviravolta quando Isla descobre que Josh, o garoto pelo qual ela é apaixonada desde sempre, também tem uma quedinha por ela. É claro que logo os dois começam a namorar e protagonizar cenas e diálogos fofíssimos, típicos dos livros da autora.

Esse livro é aquele que vai aquecer o coraçãozinho e te fazer lembrar o porquê de você ter começado a ler em primeiro lugar. Você vai se apaixonar pelos personagens à medida que eles se apaixonam, e sofrer com eles em cada dificuldade. Dá vontade de chorar e rir ao mesmo tempo, e, quando terminar, ficar abraçadinho com ele na esperança de conseguir absorver a fofura por osmose.

Admito que Isla me irritou em alguns momentos e, se você se irrita com romances instantâneos, não devia ler esse livro. Tudo acontece muito rápido e com muito drama. Mesmo assim, consegui aproveitar muito a leitura. É leve, fácil, rápida e te prende, te fazendo querer continuar lendo mesmo nos momentos de irritação.

Meu personagem favorito, com certeza, foi o Josh. Ele é adorável, gentil, incompreendido e, fofo. Adtivo para o livro: fofo. Mas, mais do que isso, ele é autêntico e não tem medo de expor seus pensamentos. Isla, como todo personagem principal, me deixava nervosa às vezes, por conta de suas escolhas totalmente inexplicáveis e momentâneas. Mas tudo bem, pois isso só faz com que ela se pareça mais com uma pessoa real.

O quesito realidade, claro, não é muito forte nesse livro, como na maioria dos romances. É, com certeza, algo idealizado, fantasioso e clichê. Mas, fala sério, não é essa a melhor parte dos livros?

Os outros personagens não são tão exploradas, havendo um foco claro no casal principal. Mesmo assim, não achei que ficou faltando explicação de nada. É uma trama simples e concreta, seguindo a trajetória do relacionamento de Josh e Isla.

Enfim, recomendo muito para todos que amam um romance àgua com açúcar pra deixar o coração quentinho.

Beijos,




domingo, 3 de dezembro de 2017

Resenha | Tartarugas até lá embaixo

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A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Oi oi, gente! Tudo bem com vocês? Hoje vim fazer a resenha do novo e aguardado livro do John Green, "Tartarugas até lá embaixo". FINALMENTE, 6 anos mais tarde, fomos abençoados com mais um livro maravilhoso desse autor que é meu favorito há muito tempo. Então, vamos lá.

Tartarugas até lá embaixo conta a história de Aza Holmes, uma adolescente de 16 anos que sofre com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Há todo um enredo que fala do desaparecimento de um bilionário, pai de um amigo de infância de Aza, e do relacionamento de Aza com sua mãe, com sua amiga Daisy, entre outros, mas, pra mim, essa livro é 90% sobre os pensamentos de Aza e 10% sobre o resto de sua vida. Não sei se esse é, como muitos dizem, o melhor livro do John, mas, com certeza, é seu livro mais sensível e, principalmente, mais pessoal.

Pra quem não sabe, o próprio John tem TOC e lida com a doença desde a infância, tendo comentado sobre o assunto em algumas entrevistas. Por isso mesmo, um dos aspectos mais incríveis (e angustiantes) desse livro são os pensamentos de Aza. Sua linha de pensamentos, sua espiral, é tão intensa e tão sofrida, e é possível sentí-la. Durante o livro, percebe-se um certo "egoísmo" de Aza, apontando diversas vezes por Daisy. Egoísmo está entre aspas pois, obviamente, Aza não é egoísta no sentido comum da palavra, mas sim no sentido de alguém que não consegue parar de preocupar-se com os próprios pensamentos. Ela está tão presa dentro da própria mente que mal consegue arrumar tempo para olhar para fora do próprio corpo.

Na minha opinião, esse livro é como um diário dos pensamentos de Aza. Ela não se sente presente nas situações, mas sim uma observadora, pois está em outro lugar (sua mente). Ela não sabe quem é, e não sabe distinguir entre sua obsessão e o seu eu. Ela não consegue controlar os próprios pensamentos ou ações. Gente, é muito sofrido.

Mesmo que os outros personagens sejam todos muito secundários pra mim, quero falar sobre eles. Amei Daisy e a odiei ao mesmo tempo. Suas críticas a Aza eram muito pertinentes, mas também muito injustas, pois estamos lendo pelo ponto de vista de Aza. Ela é uma amiga incrível, mesmo que seja difícil, e ninguém é perfeito. Também amei Davis, pois ele era honesto. Todos os personagens eram, na verdade, extremamente diretos e honestos. Mas Davis jamais fingiu, jamais expressou algo que não fosse verdade, e eu amei seu relacionamento com Aza.

De certa maneira, eu esperava que Davis entendesse Aza, pois normalmente é assim que funcionam os relacionamentos nos livros. Mas não, pois ninguém entende Aza.

Não sei dizer o que senti com esse livro. Essa não é a melhor história que já li e, sinceramente, é um pouco parada. Mas esse livro não é sobre a história, é sobre Aza. É emocionante. É sutil. É sincero. É sensível e doloroso. Diferente de outros livros do John Green, que falam de temas muito compreensíveis como perda, saudades, morte, entre outros, Tartarugas até lá embaixo emociona exatamente por ser tão incompreensível.

E sobre esse título, gente? Adorei entender finalmente o que ele significa, e é tão bonito, de uma maneira tão diferente. Somos tartarugas até lá embaixo, e não uma boneca sólida e não oca. Somos os protagonistas e os coadjuvantes, os pintores e as telas.

John Green não decepciona, não é? Sinceramente, obrigada por escrever livros tão honestos, simples e tocantes.

O que vocês acharam de Tartarugas até lá embaixo?

Beijos,