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terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Resenha | A Lógica Inexplicável da Minha Vida

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Salvador levava uma vida tranquila e descomplicada ao lado de seu pai adotivo gay e de Sam, sua melhor amiga. Porém, o último ano do ensino médio vem acompanhado de mudanças sobre as quais o garoto não tem nenhum controle, como ímpetos de raiva que ele não costumava sentir. Além disso, Salvador tem que lidar com a iminente morte da avó, com uma tragédia repentina que acontece na vida de Sam e com o fato de seu pai estar se reaproximando de um ex-namorado. Em meio a esse turbilhão de sentimentos, que vão do luto ao amor e da amizade à solidão, Sal passa a questionar sua própria origem e identidade, e tenta encontrar alguma lógica para a sua vida — uma tarefa que parece quase impossível.
Oi, oi, gente! Tudo bom com vocês? Hoje vim fazer a resenha de um livro muito amorzinho, chamado A Lógica Inexplicável da Minha Vida. Este é o segundo livro de Benjamim Alire Sáenz, o autor de Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo. Sou apaxonada pela história de Ari e Dante, então não esperava menos deste livro.

Convenhamos que, ao ler a sinopse desse livro, sabemos muito pouco sobre a história de fato. Acho que isso acontece porque o livro não é sobre um evento específico, mas sobre um período da vida de Salvador. Por mais que ocorram mudanças marcantes e significativas, é apenas um período em especial da vida de alguém. Este livro é, realmente, sobre as mudanças internas, os sentimentos que acompanham o crescimento e amadurecimendo, e o relacionamento de Salvador com sua família e amigos.

A escrita do autor é bem diferente. É poética, mas simples. Não há enrolação para dizer algo ou expressar certos sentimentos, é algo muito direto e até inocente, com uma linha de pensamentos bem simplificada, mas, ao mesmo tempo, profunda. No começo, acho que isso pode causar certa dificuldade para se conectar com os personagens, mas, até o final do livro, garanto que isso não vai ser um problema.

Todos os personagens são muito bem construídos, com personalidades únicas. Mesmo passando por eventos semelhantes na vida, cada um lida de maneira diferente, se expressa com uma singularidade incrível. E todos são muito cativantes. Me apaixonei por todos eles, e pelos relacionamentos entre eles. O meu favorito foi o de Sam e Salvie. Acho que há certa expectativa para que a amizade se torne um romance, mas, ainda bem, isso não acontece. Eles tem um relacionamento maravilhoso de irmãos, e é palpável o amor que há entre eles, a sinceridade e a cumplicidade. Todo o livro traz esse amor, essa atmosfera de carinho, preocupação, saudades de tempos mais simples, força para lidar com as dificuldades e encontrar a felicidade.

Salvie é um ótimo narrador. Personagens principais podem ser extremamente chatos, mas Salvador consegue ser real, sem ser irritante. Ele se preocupa com todos ao seu redor, ao mesmo tempo que lida com o conflito interno em si. Um conflito muito justo, aliás, que não parece forçado ou dramático demais.

Admito que, no início, achei a história lenta, e não consegui me envolver bem. Mas então, do meio pra frente, me apaixonei completamente pelos personagens e pelos acontecimentos de suas vidas. O autor trata de temas polêmicos e importantes de uma maneira muito sutil, sem drama, sem necessidade de causar mais polêmica. Ele simplesmente fala dos assuntos com naturalidade, o que eu achei incrível. É um livro que te faz pensar sobre a vida, em todo o amor que há nela. Te faz refletir sobre os caminhos, as possibilidades, os momentos, as pessoas. Te faz compreender um pouco como a vida tem, de fato, uma lógica inexplicável. Tem uma leveza, uma fluidez. As coisas acontecem, e fazem você sentir coisas novas, as vezes positivas, as vezes negativas. De qualquer maneira, você tem que saber lidar. O modo como você lida, como você reage, determina a influência que elas tem na sua vida. Determina o rumo que você escolhe tomar. Determina quem você escolhe se tornar.

"A vida tinha suas estações, e a estação do desapego sempre chegaria, mas havia algo muito bonito naquilo, no desapego. Folhas eram sempre graciosas quando caíam da árvore."

"Por vezes o que chamamos de lógica é algo superestimado."

"A vida tem uma lógica própria. As pessoas falavam sobre a estrada da vida, mas eu acho que é bobagem. Estradas são lisas e asfaltadas, e têm placas que dizem para que lado se deve seguir. A vida não é nada parecida com uma estrada."


quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Resenha | Trilogia "A Seleção"

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Oi, gente! Hoje vim fazer algo diferente, uma resenha em conjunto dos três livros de "A Seleção". Li essa trilogia há muito tempo, acho que 2013, e essa semana resolvi reler. Tenho que dizer que gostei ainda mais na segunda vez!

Em "A Seleção" estamos em um mundo distópico, dividido em castas que determinam posição social e os trabalhos a serem desempenhados. America Singer pertence a casta Cinco, a casa dos artistas. Quando o príncipe, Maxon Schreave, entra na maioridade, inicia-se a Seleção: uma espécie de competição em que várias meninas competem para se tornarem a próxima Princesa do país e esposa de Maxon. America é selecionada, mas não tem o menor desejo de ser princesa. Mesmo assim, no palácio, ela descobre segredos sobre o país e os governantes, tendo que lidar com as emoções da competição e os próprios sentimentos com relação a Maxon (e ao outro lá que não é importante - brincadeiraaa).

Dessa vez, percebi muito mais os aspectos emocionais do livro, a complexidade da política, e a construção incrível do mundo. 

America é muito chata, acho que isso é uma opinião unânime. Mas agora percebo que ela não é só chata, e, quando é, tem motivos para ser. Convenhamos que é uma situação complicada: o cara "namora" 30 meninas de uma vez. Não é uma situação favorável para um relacionamento monogâmico. Então, compreendo a frustração de America, assim como a de Maxon. 

America, no geral, pareceu muito mais incrível nessa releitura. Percebi o quanto ela conseguia ser independente, mesmo com milhares de pessoas para protegê-la. Ela mantem seus ideais, mesmo que as vezes não seja inteligente demonstrá-los. Claro, ela é extremamente impulsiva. Ela deixa que suas emoções do momento a levem a tomar decisões que influenciam (e muito) seu futuro, sem pensar nas consequências para si mesma ou para os outros. As vezes, dá certo. Já em outras, nem tanto.

Em "A Seleção" temos um desenvolvimento muito fofo do relacionamento de Maxon e América. É um livro com menos eventos, com uma introdução ao mundo, ao palácio e aos personagens. Mesmo assim, temos diálogos muito interessantes, cenas maravilhosas que demonstram toda a independência e força de América, e, claro, ótimos momentos de romance.

Já em "A Elite", percebemos toda a insegurança de América com relação a ser princesa e a ser esposa de Maxon. Por sua impulsividade, ela vive correndo para Aspen se algo dá errado. Pessoalmente, gosto muito mais de Aspen como um amigo, como um familiar, do que como namorado. Ele me parece possessivo, e até mesmo o motivo inicial para o término com America foi um tanto machista. É nesse segundo livro que também começamos a ver Maxon por outros ângulos. Percebemos seus defeitos (que são bem pequenos, aliás), e todo conflito com seu pai, e com a situação toda de ter que escolher uma das garotas. 

Por fim, em "A Escolha", FINALMENTE, América está mais certa do que quer. Mesmo assim, ainda há insegurança, o que é compreensível até certo ponto. Começamos a ter mais informações sobre os rebeldes, e acho incrível ver América realmente começar a influenciar no rumo do país, inspirando as pessoas a lutarem, e não deixando o rei intimidá-la. As últimas páginas são um tanto frustrante, mas, obrigada Kiera Cass, conseguimos um final feliz. Nesse ponto, todos os personagens tiveram desenvolvimentos incríveis, desde Celeste (que mulher) até Aspen e a Rainha. 

Adorei a resolução do triângulo amoroso, e amo as amizades que América fez, tanto entre as Selecionadas quanto com as criadas. Gosto muito de todos os personagens, e sinto que cada um deles tem uma personalidade individual bem pontuada, e parecem reais. Os relacionamentos também são realistas, com problemas pertinentes e momentos incríveis. Acho que o conflito com os rebeldes foi resolvido um pouco na pressa, mas acho que o foco desse livro é, realmente, America e seus relacionamentos. 

A escrita da Kiera é muito fluida, fazendo com que a leitura seja super rápida. Acontece muita coisa em pouco tempo, mas, mesmo assim, não acho que o livro fique corrido. A parte ruim é que acaba rápido, e você fica querendo mais. 

Ainda não li "A Herdeira", pois me disseram que a personagem é principal é muito chata, até mais que America (haja paciência), mas admito que agora fiquei com vontade. Você já leram?

Beijos,

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Resenha | Mil Beijos de Garoto

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Um beijo dura um instante. Mas mil beijos podem durar uma vida inteira. Um garoto. Uma garota. Um vínculo que é definido num momento e se prolonga por uma década. Um vínculo que nem o tempo nem a distância podem romper. Um vínculo que vai durar para sempre. Ao menos era o que eles imaginavam. Quando, aos dezessete anos, Rune Kristiansen retorna da Noruega para o lugar onde passou a infância – a cidade americana de Blossom Grove, na Geórgia –, ele só tem uma coisa em mente: reencontrar Poppy Litchfield, a garota que era sua cara-metade e que tinha prometido esperar fielmente por seu retorno. E ele quer descobrir por que, nos dois anos em que esteve fora, ela o deletou de sua vida sem dar nenhuma explicação.
Oi, gente, tudo bem com vocês? Hoje vim fazer a resenha de um livro que está bem na moda atualmente, Mil Beijos De Garoto, da Tillie Cole. Admito que comecei o livro com a impressão errada sobre ele. Imaginei que seria uma história fofa, pra aquecer o coração e acabar com minha ressaca literária. Só depois fui descobrir que é um livro triste, pra chorar. Sinceramente, acabei me decepcionando. Mas vamos lá, vou explicar direito. Essa vai ser uma resenha COM SPOILERS, então, se ainda não leu, CUIDADO.

Amei os primeiros capítulos, quando Poppy e Rune eram ainda crianças. Amei o amor inocente e puro, as declarações fáceis e o surgimento da ideia dos mil beijos de garoto. Mas, então, quando eles cresceram, senti que o amor foi ficando forçado e, as declarações, repetitivas.

Poppy é um clichê extremo que, por sorte, eu adoro. Ela é extremamente feliz, amante da vida e dos pequenos momentos de alegria, apaixonada por tudo e todos, esbanjando uma aura de euforia. E, é claro, ela não se abala com a notícia de que está morrendo. Apesar de amar o clichê, simplesmente por ele me inspirar a ser, de fato, mais feliz e aproveitar mais os momentos, sinto que ele tem que ter limites. Poppy não ficou triste por si mesma em nenhum momento. Ela aceitou a morte quase como se fosse algo rotineiro, simples, nada demais. Entendo que essa aceitação acaba ocorrendo, mas as pessoas não são perfeitas, não são 100% altruístas ou positivas. As pessoas tem momentos de fraqueza, e Poppy não tinha, o que me incomodou. Assim, ela me pareceu muito irreal.

Rune é outro clichê, o famoso bad boy. Não consegui me conectar com ele como pessoa, apenas como alguém que amava Poppy. No geral, esse foi um dos meus maiores problemas com o livro: o foco absurdo no romance. Não me entendam mal, amo romances, sou uma pessoa extremamente romântica e que acredita em amores intensos e de explodir o coração. Mas também acredito nos outros amores, da família e dos amigos. Poppy e Rune se isolavam tão intensamente, para ficarem sozinhos, que deixaram pra lá as outras pessoas de suas vidas. Não conhecemos nada sobre nenhum outro personagem. Eles estão lá simplesmente, como se fossem vazios, sem personalidades, sem importância. Sinceramente, eu ficaria bem chateada se fosse amiga de um deles.

Mas, realmente, o que mais me incomodou foi o tom extremamente meloso do livro. Não se se vocês perceberam, mas Rune e Poppy não falavam de nada que não fosse o próprio amor ou a morte. Eles repetiam os mesmo elogios e os mesmos "mantras" centenas de vezes por dia. Sou muito fã de um amor simples e real. Acredito que tudo em exagero é ruim. Então, acho que as palavras repetidas sem moderação, sem ser em momentos especiais, perdem seu sentido. "Até o infinito" e "Para sempre e sempre", o tempo todo, perdem o significado. Conversar mil vezes por dia sobre como vocês se amam é, simplesmente, chato. O que, no início, achei um amor, uma fofura, passou a ser muito irritante.

Sei que parece que odiei o livro, mas não. Acho que ele tem mensagens importantes sobre amar e ser amado, sobre a vida e os momentos. Na verdade, acho que esse livro é sobre a importância dos momentos, sobre saber apreciá-los e garantir que eles sejam percebidos. Isso é algo que tento levar para a minha vida, e gosto que tenha sido tratado de uma maneira bonita no livro.

"Por que é necessário o fim de uma vida para se aprender a apreciar cada dia? Por que precisamos esperar até ficar sem tempo para começar a conquistar tudo o que sonhamos, quando um dia tínhamos todo o tempo do mundo? Por que não olhamos para a pessoa que mais amamos como se fosse a última vez que a vemos? Por que, se olhássemos, a vida seria tão vibrante. A vida seria tão verdadeira e completamente vivida."

Também gostei bastante da questão dos beijos. Achei legal Poppy ter deixado o pote de mil beijos para Rune, e odiei o fato de ele não ter preenchido nenhum. Mesmo assim, acho que a ideia foi legal, e gostei que isso conectava Poppy a sua avó. A ideia das lanternas com cada beijo também foi fofa, e, finalmente, pudemos ver um pouco do relacionamento de Rune com outras pessoas, como seu irmão e seus amigos.

Consigo entender porque muita gente venera esse livro, mas, infelizmente, acho que ele não foi feito pra mim.

Vocês já leram? O que acharam?

Beijos,
Ju


sábado, 27 de janeiro de 2018

Resenha | Proibido

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Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.Eles são irmão e irmã.Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.
Oi, gente! Tudo bem? Hoje a resenha é de um livro, no mínimo, polêmico. "Proibido", como muita gente deve saber, conta a história de dois irmãos, Lochan e Maya, que se apaixonam. Então, vamos lá, vou tentar sintetizar os sentimentos com o mínimo de clareza pra vocês entenderem o que achei.

"Como algo tão errado pode parecer tão certo?" Partimos da premissa de que, sim, é algo errado. Se não fosse, a frase seria ao contrário ("como algo que parece tão certo pode ser errado?"). Entendem o que quero dizer? Achei que me sentiria desconfortável lendo esse livro, mas não. É impossível evitar o conflito que é criado dentro de você, a esperança de que os dois possam ficar juntos e o medo por não ser considerado certo. É polêmico, te faz questionar.

Lochan e Maya não são irmãos. Jamais foram criados como tal, ou tiveram esse tipo de relação. Eles sempre foram amigos, iguais, companheiros, juntando-se para lidar com a situação difícil de sua família. Eles são os pais dessa família, quase um pai e uma mãe para as crianças, pois precisam agir assim. As circunstâncias os aproximaram assim, de maneiras não convencionais.

Não estou dizendo que considero certo, normal, ou que deve ser convencional. Mas estou dizendo que há situações e situações, e devemos analisá-las sem o julgamento pré- determinado. Vale a pena impedir o amor de duas pessoas, causar o sofrimento delas, de uma família inteira, apenas para manter os bons costumes e a moral?

"Você pode fechar os olhos para as coisas que não quer ver, mas não pode fechar o coração para as coisas que não quer sentir"

Essa é a frase que inicia o livro, e o representa muito bem: é impossível moldar seus sentimentos para encaixarem-se nos moldes sociais aceitos. Por que deveríamos considerar errado algo que é consensual, entre pessoas da mesma idade, e que não está machucando ninguém? Pois é incomum. Pois causa desconforto. Pois não costuma acontecer.

A escrita da autora é maravilhosa, e é por causa dela que o livro é tão sofrido. Ela passa os sentimentos com uma profundidade absurda, fazendo com que seja impossível não se conectar aos personagens, não sentir seus medos, vontades, insegurança e o seu amor, por mais que seja incomum. Ninguém vai ler esse livro sentindo nojo, repulsa ou desconforto, pois estamos lendo pelo ponto de vista de duas pessoas apaixonadas. Eles não se sentem como irmãos, não se veem com essa relação, não agem como se fossem.

Ainda não sei o que sinto. É triste, ver o amor dos dois ser considerado tão errado. Mas também é impossível simplesmente torcer para que fiquem juntos, sem pensar nas consequências. Não me apeguei apenas a Maya e Lochan, mas a toda a família, Willa, Tiffin e Kit. Crianças que já passaram por tantas dificuldades, por tantos abandonos. O relacionamento que mais me partiu o coração, mais que o de Maya e Lochan, foi o de Kit e Lochan. Irmãos que não puderam ser realmente irmãos, pois as circunstâncias o forçaram a ser mais, pai e filho, e isso traz consequências imensuráveis.

Não sei se é um livro que todos conseguiriam ler, pois é pesado, é tenso, a realidade do relacionamento sempre pairando sobre as páginas. Mesmo assim, acho que gostei. É diferente, não se compara a nenhum outro, talvez, porque ninguém teve coragem de tocar nesse assunto. O único tipo de amor que jamais é comentado, mais condenado do que os relacionamets abusivos ou entre pessoas com enormes diferença de idade. Faz você pensar, no mínimo. Por que deixamos que nossa moral ultrapassada guie tanto nossos julgamentos e nos faça condenar tanto duas pessoas cujo amor não faz mal a ninguém, nem a elas mesmas? Acho que fica a reflexão.

Vocês já leram esse livro? Me contem o que acharam!

Beijos,

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Resenha | The Heart of Betrayal

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Em The Heart of Betrayal — Crônicas de Amor e Ódio v.2, Lia e Rafe estão presos no reino barbárico de Venda e têm poucas chances de escapar. Desesperado para salvar a vida da princesa, Kaden revelou ao Vendan Komizar que Lia tem um dom poderoso, fazendo crescer o interesse do Komizar por ela. Enquanto isso, as linhas de amor e ódio vão se definindo. Todos mentiram. Rafe, Kaden e Lia esconderam segredos, mas a bondade ainda habita o coração até dos personagens mais sombrios. E os Vendans, que Lia sempre pensou serem selvagens, desconstroem os preconceitos da princesa, que agora cria uma aliança inesperada com eles. Lutando com sua alta educação, seu dom e sua percepção sobre si mesma, Lia precisa fazer escolhas poderosas que vão afetar profundamente sua família... e seu próprio destino.
Oi, gente! Como vocês estão? Finalmente vim fazer a resenha da sequência de "The Kiss of Deception", esse livro lindo que eu demorei mil anos pra ler.

Confesso que achei esse livro bem mais lento que o primeiro. Talvez não MAIS lento, mas uma lentidão pior. Enquanto no primeiro tínhamos vários aspectos novos, com Lia se apaixonando, a incerteza de quem era o Assassino e o Príncipe, nesse não tínhamos tantos pontos fortes que te faziam se prender ao livro. Mesmo assim, a história não deixa de ser interessante. A sequência de eventos é interessante, só não é intensa o suficiente para te absorver por inteiro e tornar impossível interromper a leitura.

Em Venda, senti nossos personagens muito perdidos e impotentes. Mesmo Kaden não sabia como agir, como devia proteger Lia, onde suas lealdades deveriam estar. Já Rafe e Lia estão nesse mundo completamente desconhecido, sem opções para fuga, com apenas um fio de esperança nos amigos do príncipe.

Tenho que dizer que gostei muito de Kaden nesse segundo livro. Podemos conhecê-lo mais, sua história, sua relação com o Komizar e com venda. E, surprise, ele não é vendano. Ele parecia genuinamente preocupado com Lia, e buscava fazer o que achava que seria certo. Seu conflito interno foi muito bem desenvolvido. Por outro lado, senti que Rafe está me parecendo um personagem vazio. Parece que não sabemos quase nada sobre ele, além do fato de ele ser o príncipe. Sinceramente, ele foi bem chato nesse livro, no sentido de monótono.

Outro destaque pra mim foi o Komizar. Ele é muito perturbado, muito mal. Talvez ele seja um pouco clichê, por ser o típico governante com sede de poder e vingança, mas, mesmo assim, achei que o aspecto psicológico dele foi muito interessante, assim como suas manipulações.

Mas, claro, o destaque desse livro são as incríveis personagens femininas. Lia é simplesmente incrível. Ela é corajosa, sem deixar de ser medo. Independente, sem deixar de se importar com Kaden e Rafe. Gentil, sem deixar de ser forte. E, nesse livro, senti que ela começou a se impor, sem ser impulsiva. Lia ainda tem sua voz, ainda não tem medo de expor suas opiniões e lutar pelo que acredita. Mas, agora, ela sabe quando deve se expor, e quando deve se guardar, dependendo do que será mais vantajoso para sua causa. Também gostei muito de Aster e Calantha, personagens fundamentais no livro, com personalidades fortes e uma história completa por trás de suas ações.

As últimas 100 páginas de "The Heart of Betrayal" são, com certeza, a melhor parte do livro. Nas últimas 50, é impossível largar o livro. Mary E Pearson pode escrever inícios lentos e um pouco monótonos, mas seus finais são sempre simplesmente maravilhosos e, sua escrita, impecável. Adorei como podemos sentir a angústia e o desespero de Lia a medida que suas esperanças iam se esgotando, e o fim ia se aproximando. As emoções de Lia são escritas com muita intensidade, o que eu amo.

No geral, esse livro foi tão bom quanto o primeiro. Gostei muito de conhecer Venda e seus costumes, mas gostaria que o processo todo fosse agilizado. Talvez, pudéssemos ter mais cenas com Calantha e Rafe, para conhecê-los melhor.

O que vocês acharam desse livro?

Beijos,


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Resenha | Isla e o Final Feliz

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Tímida e romântica, Isla tem uma queda pelo introspectivo Josh desde o primeiro ano na SOAP, uma escola americana em Paris. Mas sua timidez nunca permitiu que ela trocasse mais do que uma ou duas palavras com ele, quando muito.Depois de um encontro inesperado em Nova York durante as férias envolvendo sisos retirados e uma quantidade considerável de analgésicos, os dois se aproximam, e o sonho de Isla finalmente se torna realidade. Prestes a se formarem no ensino médio, agora eles terão que enfrentar muitos desafios se quiserem continuar juntos, incluindo dramas familiares, dúvidas quanto ao futuro e a possibilidade cada vez maior de seguirem caminhos diferentes.
Oi, gente! Vim fazer hoje a resenha de Isla e o Final Feliz, mais um dos livros incrivelmente fofos da Stephanie Perkins. Esse é o último livro da trilogia (Anna, Lola e Isla). Apesar de não ser extremamente necessário lê-los na ordem, acho que é melhor pois, caso contrário, você pode acabar ganhando alguns pequenos spoilers. Mas todos são fofos demais, vocês não vão querer pular nenhum <3 Então, vamos lá.

Nesse livro, como em Anna e o Beijos Francês, estamos na França, em uma escola Americana, a SOAP. Isla está no seu último ano e não tem muitas expectativas, planejando apenas continuar com suas atividades rotineiras na companhia de seu melhor (e único) amigo, Kurt. Masss, o ano toma uma reviravolta quando Isla descobre que Josh, o garoto pelo qual ela é apaixonada desde sempre, também tem uma quedinha por ela. É claro que logo os dois começam a namorar e protagonizar cenas e diálogos fofíssimos, típicos dos livros da autora.

Esse livro é aquele que vai aquecer o coraçãozinho e te fazer lembrar o porquê de você ter começado a ler em primeiro lugar. Você vai se apaixonar pelos personagens à medida que eles se apaixonam, e sofrer com eles em cada dificuldade. Dá vontade de chorar e rir ao mesmo tempo, e, quando terminar, ficar abraçadinho com ele na esperança de conseguir absorver a fofura por osmose.

Admito que Isla me irritou em alguns momentos e, se você se irrita com romances instantâneos, não devia ler esse livro. Tudo acontece muito rápido e com muito drama. Mesmo assim, consegui aproveitar muito a leitura. É leve, fácil, rápida e te prende, te fazendo querer continuar lendo mesmo nos momentos de irritação.

Meu personagem favorito, com certeza, foi o Josh. Ele é adorável, gentil, incompreendido e, fofo. Adtivo para o livro: fofo. Mas, mais do que isso, ele é autêntico e não tem medo de expor seus pensamentos. Isla, como todo personagem principal, me deixava nervosa às vezes, por conta de suas escolhas totalmente inexplicáveis e momentâneas. Mas tudo bem, pois isso só faz com que ela se pareça mais com uma pessoa real.

O quesito realidade, claro, não é muito forte nesse livro, como na maioria dos romances. É, com certeza, algo idealizado, fantasioso e clichê. Mas, fala sério, não é essa a melhor parte dos livros?

Os outros personagens não são tão exploradas, havendo um foco claro no casal principal. Mesmo assim, não achei que ficou faltando explicação de nada. É uma trama simples e concreta, seguindo a trajetória do relacionamento de Josh e Isla.

Enfim, recomendo muito para todos que amam um romance àgua com açúcar pra deixar o coração quentinho.

Beijos,




domingo, 3 de dezembro de 2017

Resenha | Tartarugas até lá embaixo

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A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Oi oi, gente! Tudo bem com vocês? Hoje vim fazer a resenha do novo e aguardado livro do John Green, "Tartarugas até lá embaixo". FINALMENTE, 6 anos mais tarde, fomos abençoados com mais um livro maravilhoso desse autor que é meu favorito há muito tempo. Então, vamos lá.

Tartarugas até lá embaixo conta a história de Aza Holmes, uma adolescente de 16 anos que sofre com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Há todo um enredo que fala do desaparecimento de um bilionário, pai de um amigo de infância de Aza, e do relacionamento de Aza com sua mãe, com sua amiga Daisy, entre outros, mas, pra mim, essa livro é 90% sobre os pensamentos de Aza e 10% sobre o resto de sua vida. Não sei se esse é, como muitos dizem, o melhor livro do John, mas, com certeza, é seu livro mais sensível e, principalmente, mais pessoal.

Pra quem não sabe, o próprio John tem TOC e lida com a doença desde a infância, tendo comentado sobre o assunto em algumas entrevistas. Por isso mesmo, um dos aspectos mais incríveis (e angustiantes) desse livro são os pensamentos de Aza. Sua linha de pensamentos, sua espiral, é tão intensa e tão sofrida, e é possível sentí-la. Durante o livro, percebe-se um certo "egoísmo" de Aza, apontando diversas vezes por Daisy. Egoísmo está entre aspas pois, obviamente, Aza não é egoísta no sentido comum da palavra, mas sim no sentido de alguém que não consegue parar de preocupar-se com os próprios pensamentos. Ela está tão presa dentro da própria mente que mal consegue arrumar tempo para olhar para fora do próprio corpo.

Na minha opinião, esse livro é como um diário dos pensamentos de Aza. Ela não se sente presente nas situações, mas sim uma observadora, pois está em outro lugar (sua mente). Ela não sabe quem é, e não sabe distinguir entre sua obsessão e o seu eu. Ela não consegue controlar os próprios pensamentos ou ações. Gente, é muito sofrido.

Mesmo que os outros personagens sejam todos muito secundários pra mim, quero falar sobre eles. Amei Daisy e a odiei ao mesmo tempo. Suas críticas a Aza eram muito pertinentes, mas também muito injustas, pois estamos lendo pelo ponto de vista de Aza. Ela é uma amiga incrível, mesmo que seja difícil, e ninguém é perfeito. Também amei Davis, pois ele era honesto. Todos os personagens eram, na verdade, extremamente diretos e honestos. Mas Davis jamais fingiu, jamais expressou algo que não fosse verdade, e eu amei seu relacionamento com Aza.

De certa maneira, eu esperava que Davis entendesse Aza, pois normalmente é assim que funcionam os relacionamentos nos livros. Mas não, pois ninguém entende Aza.

Não sei dizer o que senti com esse livro. Essa não é a melhor história que já li e, sinceramente, é um pouco parada. Mas esse livro não é sobre a história, é sobre Aza. É emocionante. É sutil. É sincero. É sensível e doloroso. Diferente de outros livros do John Green, que falam de temas muito compreensíveis como perda, saudades, morte, entre outros, Tartarugas até lá embaixo emociona exatamente por ser tão incompreensível.

E sobre esse título, gente? Adorei entender finalmente o que ele significa, e é tão bonito, de uma maneira tão diferente. Somos tartarugas até lá embaixo, e não uma boneca sólida e não oca. Somos os protagonistas e os coadjuvantes, os pintores e as telas.

John Green não decepciona, não é? Sinceramente, obrigada por escrever livros tão honestos, simples e tocantes.

O que vocês acharam de Tartarugas até lá embaixo?

Beijos,


domingo, 15 de janeiro de 2017

Resenha | Minha Vida Mora ao Lado

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Os Garrett são tudo que os Reed não são. Barulhentos, caóticos e afetuosos. São de verdade. E, todos os dias, de seu cantinho no telhado, Samantha sonha ser uma deles, ser da família. Até que, numa noite de verão, Jase Garrett vai até lá e...
Quanto mais os adolescentes se aproximam, mais real esse amor genuíno vai se tornando. Contudo, precisam aprender a lidar com as estranhezas e maravilhas do primeiro amor. A família de Jase acolhe Samantha, apesar dela ter que esconder o namorado da própria mãe.Até que algo terrível acontece, o mundo de Samantha desmorona e ela é repentinamente forçada a tomar uma decisão quase impossível, porém definitiva. A qual família recorrer? Ou, quem sabe, Sam já é madura o bastante para assumir suas próprias escolhas? Será que está pronta para abraçar a vida e encarar desafios?Quem você estaria disposto a sacrificar pela coisa certa a se fazer? O que você estaria disposto a sacrificar pela verdade?

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Resenha | Novembro, 9 - Colleen Hoover

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Fallon conhece Ben, um aspirante a escritor, bem no dia da sua mudança de Los Angeles para Nova York. A química instantânea entre os dois faz com que passem o dia inteiro juntos – a vida atribulada de Fallon se torna uma grande inspiração para o romance que Ben pretende escrever. A mudança de Fallon é inevitável, mas eles prometem se encontrar todo ano, sempre no mesmo dia. Até que Fallon começa a suspeitar que o conto de fadas do qual faz parte pode ser uma fabricação de Ben em nome do enredo perfeito. Será que o relacionamento de Ben com Fallon, e o livro que nasce dele, pode ser considerado uma história de amor mesmo se terminar em corações partidos?

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Animais Fantásticos e Onde Habitam

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Não sei se vocês entendem a minha alegria de poder fazer esse post. Alguns já devem saber por posts anteriores, mas eu sou apaixonada Harry Potter. Essa série é, sem dúvida alguma, a minha favorita, e acho que vai ser pra sempre, independente de qualquer outra coisa que eu leia. Digo isso não só por ser, obviamente, uma história incrível, perfeita, com personagens maravilhosos e valores lindos. Acredito que cada fã de Harry Potter tem seus próprios motivos para amar tanto assim esses livros e esse universo. Pra mim é bem simples: foi Harry Potter que me fez descobrir meu amor pela leitura, pela escrita, pelas palavras. E, sendo isso uma grande parte de mim, posso dizer que eu não seria eu sem esses livros.

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Conjunto de mini-resenhas

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Oi, oi, gente! Bom, como já disse, sumi por um bom tempinho! Nesse tempinho que deixei o blog sem atualizações li alguns livros que queria comentar. Como já faz um tempo que li a maioria deles, senti que seria difícil fazer resenhas completas de cada um, já que não me lembro de detalhes, e a história (e minha opinião sobre ela) não está tão fresca na minha mente, entendem? Por isso resolvi trapacear e fazer esse post por motivos de atualização mesmo, com resuminhos do que achei de cada livro. Caso vocês achem legal, posso voltar a fazer! Então vamos lá:

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Resenha | Amor Amargo

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Último ano do colégio: a formatura da estudiosa Alex se aproxima, assim como a promessa feita com seus dois melhores amigos, Bethany e Zach, de viajarem até o Colorado, local para onde sua mãe estava indo quando morreu em um acidente. O Dia da Viagem se torna cada vez mais próximo, e tudo corre conforme o planejado. Até Cole aparecer. Encantador, divertido, sensível, um astro dos esportes. Alex parece não acreditar que o garoto está ali, querendo se aproximar dela. Quando os dois iniciam um relacionamento, tudo parece caminhar às mil maravilhas, até que ela começa a conhecê-lo de verdade…

Mais uma vez, Jennifer Brown conseguiu partir meu coração com uma história maravilhosamente trágica e realista. Amor Amargo conta a história de Alex, uma garota no último ano do ensino médio, que tem uma pai ausente e dois melhores amigos. Tudo que Alex consegue pensar é em sua viagem para o Colorado com seus amigos, até que o suposto príncipe encantado Cole aparece em sua vida e a muda drasticamente.

O único livro da Jennifer Brown que tinha lido antes desse tinha sido A Lista Negra, que eu amei completamente e até fiz resenha aqui no blog. Ela sempre trata de algum tema polêmico em seus livros. Nesse foi relacionamento abusivo. Foi o primeiro que li sobre o assunto, e, como disse a Pam, do Garota It, todos no mundo deviam ler esse livro. Ele é tão realista, tão honesto! Não é algo fofo, do tipo ó, o amor vai te salvar, mas sim um tapa na cara de todo mundo que acha que entende o que é um relacionamento abusivo. Vou tentar controlar minhas emoções e fazer uma resenha organizadinha pra vocês entenderem.

Se você leu minha resenha de A Rainha Vermelha, deve saber que o meu maior problema com aquele livro foi a falta de emoção. Eu simplesmente não sentia o sentimento (?) dos personagens. Agora, esse livro não podia ter esse problema, senão ninguém conseguiria tirar nada dele. E, ainda bem, ele não teve.

De verdade, estou tendo muita dificuldade pra fazer essa resenha, pra explicar o quanto eu achei esse livro incrível.

Bom, quando pensamos em relacionamento abusivo, podemos pensar em várias coisas: abuso sexual, psicológico, físico e etc. E achamos que entendemos esses relacionamentos. Achamos que se fosse conosco, faríamos diferente. Nunca fui daquelas que dizia ah, mas ela⁄ele devia ter reagido ou ah, como ela⁄ele foi fraca⁄o, tadinha⁄o. Eu achava que entendia. Sempre pensei que não podia ser simples. Mas a verdade é que você não entende completamente a não ser que aconteça com você. Esse livro me fez entender melhor, mas também me fez entender que eu jamais vou entender completamente a não ser que seja a vítima.

Já que não consigo falar direito sobre esse livro, vamos falar dos personagens pra ver se melhora.

E é claro que preciso começar por Cole. Eu me apaixonei por Cole junto com Alex. Sinceramente, mesmo que você saiba o que vai acontecer mais tarde na história, é impossível não se apaixonar por ele, e por eles juntos. Eles se entendem. Cole é, realmente, o namorado perfeito. Aquele que te protege, que te entende, que te acompanha, que é seu melhor amigo... Até ficar irritado. Existem pessoas que descontam naqueles que amam quando estão estressados, aqueles que perdem a cabeça quando estão sentindo algo intenso. Mas Cole. Cole simplesmente não consegue se controlar. Acho que ele é, e digo isso literalmente, um psicopata ou no mínimo bipolar. Ele parece amar Alex genuinamente e parece se sentir realmente arrependido depois de a violentar. Mesmo assim, não consegue se impedir de fazer isso de novo. E o que achei mais impressionante nesse livro foi o fato de eu não odiá-lo. E isso provavelmente se deve ao fato de Alex não conseguir odiá-lo por completo.

Alex vive um conflito interno tão grande depois de sofrer abusos de Cole. Ela o divide em o Cole carinhoso, e o Cole que a assusta. Ela o ama. E por isso é tão difícil mudar o que está acontecendo. Acho que toda vítima de abuso acredita, como Alex, quando depois do primeiro abuso o agressor diz que isso não vai voltar a se repetir. Eu cheguei acreditar no Cole que deixava flores no seu carro, que a levava para a livraria para comprar livros, que fazia músicas com seus poemas, que a chamava de apelidos carinhosos. E então ele volta a agredí-la e você sente raiva. E mais tarde, de alguma maneira, ele te convence de que não vai acontecer mais e consegue te fazer acreditar que a culpa não é dele, mas de Alex. E Alex está convencida disso. Mas é claro que me bateu, eu fui tão idiota! Alex começa a moldar sua vida para agradar Cole. Deixa de encontrar os amigos. A cada movimento seu, tudo que ela consegue pensar é se aquilo vai agradar Cole.

E aí conhecemos os pais de Cole, e isso só torna as coisas piores. É óbvio que o pai de Cole abusa sua mãe e que é por isso que Cole é da maneira que é. E não digo isso como desculpa para ele (pelo menos não agora, mas quando conheci a situação pela primeira vez, como Alex, senti uma pena imensurável desse garoto que tinha mãe e pai, mas que na verdade não tinha), mas já dizia minha avó: para saber como um garoto vai te tratar, olhe como ele trata sua mãe. Cole vê sua mãe como uma figura fraca, idiota, medíocre e estúpida. Ele nem a chama de mãe. E é óbvio que isso é influência de seu pai.

Uma das partes mais interessantes do livro pra mim foi quando Alex encontrou Maria, tanto no cinema quanto no trabalho. E você percebe que Cole abusava de todas as suas namoradas anteriores, que recebeu processos e ordens de restrição por isso, e ainda assim ele continua abusando de Alex, e provavelmente vai abusar das namoradas seguintes. E é aí que você para e percebe que jamais vai entender alguém como ele. Psicopatia é um dos distúrbios que a medicida ainda sabe muito pouco sobre.

Uma das únicas coisas que me deixou frustrada no livro foi como Bethany e Zach reagiram quando descobriram que Alex estava sendo abusada. Mas minhas frustração, novamente, cai nas coisas que achamos que entendemos mas não entendemos. Tudo que eu conseguia pensar era em como eles não entendiam, em como, se fosse eu, tentaria ajudar minha amiga e não excluí-la. O que não entendemos é que não é fácil ajudar alguém que não quer ajuda. Não me entendam mal, gostei muito dos dois amigos. Achei Zach incrível toda vez que encontrava Cole, e Bethany era um doce, e amei o relacionamento dos três.

O que mais me encantou no livro foi realmente o aspecto psicológico e emocional de todos os personagens, e principalmente de Cole. Pelo amor de Deus, depois de ter espancado a garota na rua e sido preso por isso ele tem a coragem de ligar pra ela e pedir perdão. Nesse ponto, Alex e nós, como leitores, já entendemos que o Cole carinhoso existe, mas ele jamais vai ser o suficiente. Não quando o Cole assustador pode surgir a qualquer momento, independentemente o que Alex faça. E talvez essa percepção seja a mais importante do livro todo: Alex tentava fazer tudo certo para agradá-lo e não ser agredida, mas simplesmente não importa o que ela faça, ele vai descontar sua raiva nela. E depois pedir perdão. E então espancá-la de novo. E então escrever músicas para ela. E então enchê-la de socos. E então comprar livros de viagem. E então empurrá-la no chão. E então deixar flores no seu carro. E então chutá-la na barriga, nas costas, no rosto, na cabeça, enquanto ela se encolhe no chão.

Outro ponto interessante do livro é o paralelo entre Cole e a mãe de Alex, que também sofria de algum distúrbio mental e suas maneiras de lidar com as coisas e com as pessoas que amava. E isso leva a melhor qualidade do livro todo: não existem personagens vazios. Cada um deles tem uma personalidade marcante. São pessoas reais. Lidam com os problemas de maneiras reais. Georgia com sua filha, Bethany com sua obsessão pela viagem e por questões ambientais, Zach sendo um tarado e um amor ao mesmo tempo, a distância do pai de Alex... Alguns personagens, como Célia, Ms. Moody, Shannin e os pais de Cole fiquei querendo conhecer mais. Mas mesmo assim, entendo que o pouco contato com outras pessoas também é uma representação do relacionamento abusivo. E assim, maravilhosamento, tudo se encaixa.

E eu termino essa resenha amando mais esse livro do que quando o terminei, há algumas horas.

Espero que tenha conseguido passar o que senti para vocês, e recomendo muuuito esse livro, e também A Lista Negra. Jennifer Brown está entrando para a lista de autores favoritos com certeza.

Beijos,
Jú.


sábado, 23 de janeiro de 2016

Resenha | A Rainha Vermelha

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O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.
A Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard, tem feito muito sucesso por aí. O livro conta a história de Mare Barrow, uma garota que vive em uma sociedade dividida pelo sangue: vermelho ou prateado. Enquanto os prateados são poderosos, sobrenaturais, os vermelhos são apenas plebeus, trabalhadores. Mare é uma vermelha. Porém, em um acidente durante uma apresentação de prateados, ela acaba descobrindo algo inédito sobre si mesma e sendo levada para o palácio para viver como alguém de sangue prata.

Comecei esse livro com muitas expectativas, já que todo mundo no mundo parecia ter amado esse mundo, personagens, e tudo mais. Sim, eu gostei do livro. Não, não é um livro ruim. Mas também não achei maravilhoooso. Não sei muito bem o porquê, mas vou tentar explicar. E, claro, se você ainda não leu esse livro, cuidado, pois essa será uma resenha com spoilers!

Vamos começar sobre o mundo no geral: achei uma loucura a autora ter incorporado tantos elementos diferentes nesse mundo. É sobrenatural, distópico, fantástico... Em certos momentos, cheguei a achar um pouco demais, mas, no geral, achei legal, diferente. Os poderes dos prateados eram interessantes, e o de Mare mais ainda!

Um dos pontos que mais gostei no livro foi a ideia das relações entre as pessoas de "classes" iguais e diferentes. Não sei se é claro o que estou tentando dizer, mas é o seguinte: gostei da maneira como ela tratou as relações entre pessoas. A relação de Maven e Cal, de Cal e Mare, Mare e a Rainha, o Rei e a Rainha, Lucas e Maven, a monarquia e as outras casar... Gostei da ideia. Do superficial. Tenho que admitir que a prática pra mim, foi um certo problema.

Deixe eu explicar: não achei que as ideias desses relacionamentos foram bem desenvolvidas. Não consegui sentir as relações em si, só o que a autora queria que fossem essas relações. Isso melhorou um pouco no final do livro, tenho que admitir. Aliás, o final foi minha parte favorita. Pareceu que tudo ficou tão melhor! Percebi que tive um relacionamento muito bipolar com esse livro: as vezes estava entretida, as vezes não dava a mínima.

Agora, o que realmente me deixou nervosa foram os personagens, tanto os que gostei quanto os que odiei. Então, vamos começar por Mare. Odeio comparar livros, mas não posso deixar de comparar A Rainha Vermelha com Jogos Vorazes. Não pelo enredo, mas por alguns personagens. Mare me lembra muito Katniss. Ela quer proteger aqueles que ama, não quer necessariamente se envolver demais, vê as consequencias, é o símbolo da revolução. Infelizmente, enquanto Katniss me convenceu de seus valores, de sua coragem, de seu amor pelos familiares, Mare simplesmente não conseguiu. Eu não consegui acreditar no seu suposto amor e lealdade. Não senti seu amor por Cal e o desenvolvimento desse relacionamento (mas é claro que quero que eles fiquem juntos, porque sou idiota desse jeito) , e muito menos senti seu amor por Maven. Em um momento ela não confiava nele, não gostava dele, e de repente, bum, eles estão se beijando. Pelo menos foi essa a impressão que eu tive.

Então vamos falar dos príncipes. Não curto muito o estereótipo de príncipe oprimido com problemas com o pai, ou seja, não consegui gostar de Maven mesmo quando ele era bonzinho. Ele não me convenceu. Não previ a traição, mas, convenhamos, com tanta gente falando que ele era igualzinho a mãe dele, devia ter adivinhado, né? Consegui gostar mais de Cal porque ele é o clichê que eu gosto: principe leal ao pai, vai ser rei e vai ser um bom rei, porém, tem compaixão demais. Ele foi um dos que mais gostei, simplesmente pois foi o que eu achei mais bem construído. Sua "bipolaridade", seu conflito interno, sua lealdade ao reino mas sua consciência dos problemas... Ele até que me convenceu, então, gostei dele. E gostei mais ainda no final, quando descobriu que Mare tinha o traído.

Antes de continuar com os personagens, tenho que falar desse cena. Quase gritei de frustração ao ver Mare tentar convecer Cal a mudar de lado. Nunca vi um plano tão idiota, estúpido e inacreditável. Não consigo acreditar que alguém inteligente como Farley deixou algo assim acontecer. Não me entendam errado: acredito que o amor pode fazer as pessoas mudarem, acredito, mas acredito quando o negócio não é simplemente inacreditável (?). Cal é leal, o rei é seu pai, ele vai ser rei, ele foi criado a vida toda para isso. Como alguém pode acreditar que ele jogaria tudo isso fora em um momento de tensão, de conflito, para destruir o seu reino por causa de uma garota que conheceu há, o que, um mês? Em situações de tensão. a pessoa escolhe o que é conhecido, o que é familiar. Obviamente ele não iria escolher Mare e a estupidez no plano me fez querer jogar o livro pela janela.

Ufa. Voltando aos personagens.

Sabe quem mais eu achei idiota? Kilorn. Pra mim, Kilorn não faz sentido. Odeio dizer isso, mas, pra mim, Kilorn é uma tentativa de fazer um novo Gale. E não funcionou. Eu simplesmente não senti o amor que Mare dizia sentir por ele. Sinto que vai ter um triângulo amoroso com ele, porque a autora meio que deixou isso no ar, mas não consigo acreditar. Ele me parece sem personalidade, tudo nele parece forçado.

Outro que achei sem personalidade foi o rei. Pra mim ele só parecia estar lá, agindo como mau. Elara, por outro lado, me convenceu como o clichê de madrasta do mal. Gostei, mas achei que ficou só isso: vilã. Superficial. Sem aquele algo mais para realmente me atrair.

Evangeline! Essa sim me convenceu! Ela queria a coroa a todo custo, chegou lá. Prateada dos pés a cabeça, odeia vermelhos, despreza Mare que, pela história, é prateada mas viveu entre vermelhos. E quando seu noivo traiu o reino, ela foi para a arena executá-lo. Não queria que eles ficassem juntos, mas realmente gostei dela e Cal como um casal. Imaginem que casal mais foda!

Os outros personagens pra mim foram simplesmente... indiferentes. Gostei de Julian, gostei de Lucas, gostei de Gisa... mas nada incrível. Da maneira que estou falando, parece que não gostei do livro. Mas gostei, sim.

Adorei as partes do treinamento, e a cena de luta entre Evangeline e Mare. Gostei das aulas de dança com Cal, achei uma maneira muito doce de (quase) desenvolver o relacionamento deles. Gostei da questão política do livro, e de como Maven escolheu os alvos do ataque baseados na sua importância pra guerra.

Então, gostei do livro. Acho que tem várias falhas, mas que podem ser consertadas nos próximos livros. Acho que vou ler sim as continuações.

E você, o que achou de A Rainha Vermelha?
Beijos,

sábado, 21 de novembro de 2015

Filme "A Esperança - Parte 2"

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Oi, oi, gente! Hoje vim fazer a minha resenha do último filme da trilogia de Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 2. Li essa trilogia bem antes de começar o blog, então acho que não deve existir muitos posts sobre esses livros e filmes. Mas só pra deixar claro: essa é uma das minhas séries favoritas (e sim, vai haver spoilers, então que você ainda não viu TODOS os filmes ou leu TODOS os livros, cuidado)

Jogos Vorazes é um tipo diferente das séries de YA. O foco não é o romance (e mesmo assim ele é incrível), mas sim a guerra, a distopia em si, a crítica explícita a sociedade atual. E, pra mim, os filmes fizeram jus aos livros: acho que é uma das melhores adaptações já feitas (principalmente Em Chamas). Acho que o significado da série foi mantido, e não se tornou uma coisa comercial, e exageradamente romântica, como poderia ter acontecido. Óbvio que tem uma questão comercial e lucrativa, inclusive o marketing dessa trilogia é incrível. Mas pra mim o importante é que não se perca a essência e não acho que isso tenha acontecido, pelo menos não explicitamente. Mas acho que isso parte de cada um pra focar no que considera realmente importante, não é?


Fui ver o final dessa série na quarta-feira, na pré-estreia (que na minha cidade por algum motivo foi 21:15 e não meia noite, mas ok). Como fazia muito tempo que não lia o livro, e não estive muito envolvida nas questões de trailers e tudo mais, minhas expectativas estavam altas, mas eu não sabia muito o que esperar. Eu lembrava muito pouco, mais das mortes mesmo: Prim, Finnick, Boggs, Snow, Coin... Fora isso? Bem, tinha um romance. Mas no final das contas eu estava meio perdida sobre em que ponto a guerra em si estava. Mas pelo que eu me lembrava e o que fui lembrando ao longo do filme, ele foi muito fiel ao livro. Pontos que eu não gostava no livro, continuei não gostando no filme, e meus momentos favoritos foram mantidos.

Sobre as atuações: é claro, não podia ser diferente, todos os atores foram maravilhosos. Josh Hutcherson foi um Peeta maravilhosamente distorcido, partiu meu coração. Jennifer Lawrence não podia ter sido uma Katniss melhor. Liam Hemsworth e todos os secundários foram maravilhosos, como eu já esperava. Mas, pra mim, o destaque foi Jena Malone, que interpretou a Johanna. Que personagem maravilhosa é a Johanna, não? O sarcasmo, a fúria, a sinceridade, ela roubava a cena cada vez que aparecia. No livro eu não gostava tanto dela, mas no filme foi provavelmente minha personagem favorita.



O aspecto artístico do filme, das filmagens e tudo mais, achei maravilhoso. Vou confessar que fiquei meio perdida no filme, mas na maioria das vezes isso se corrige quando assisto pela segunda vez. Mas o figurino, maquiagem, cenário, efeitos especiais como sempre foram incríveis.

Gosto mais de algumas séries do que dessa, mas pra mim Jogos Vorazes tem que ser eleita a cena mais foda e inteligente. A questão da emoção e da personalidade dos personagens é tão bem caracterizada que me impressiona. A crueldade de Snow, gente. Depois de preso, condenado, ele ainda consegue tortura Katniss ao contar que na verdade as bombas que mataram sua irmã não eram da Capital, mas de seu próprio lado. E o entendimento entre os dois sobre o objetivo de Coin, os olhares trocados entre Katniss e Haymitch ao aceitar os novos Jogos Vorazes para que Coin achasse que eles estavam do seu lado, a questão da mídia que é tratada tão bem e de maneira realística...



Acho tudo tão perfeito que nem sei se consigo expressar bem.

Minhas cenas favoritas foram várias: quando Katniss mata Coin, a morte de Finnick (que, aliás, foi a única que me fez chorar), a cena com Buttercup, o casamento de Finnick e Annie, a parte do "real ou não real?"... Foram tantas cenas lindas e perfeitas que só agora consigo perceber o quanto amei de verdade.  Senti falta de alguns personagens como Haymitch e Effie, que ficaram de fora da ação, mas tenho que comentar, aquele beijo do final NÃO estava no livro, mas foi incrível, não? Realização de muitas fanfics por aí haha

Tenho que admitir que o epílogo não me agradou tanto. No livro gostei porque não foi algo tão concreto, sem diálogos, mais uma explicação e uma finalização do que realmente uma cena. Entendo que é difícil fazer isso no filme, mas gostaria que o epílogo fosse algo mais amplo, menos idealizado de certa forma.

Mesmo assim, "há jogos piores para se jogar", não é?

Quero reler os livros e rever os filmes para voltar a me envolver com essa história como era antes. As circunstâncias não permitiram que fosse assim, mas essa série vai ser sempre uma das minhas favoritas pela sua essência, pela sua realidade, pela sua emoção... Toca no meu coração, gente, e acho que é isso que mais me encanta na leitura.

Falei pouco do romance, eu sei, mas não deixei de adorá-lo. Inclusive achei o Gale insuportável nesse filme, mas pelo menos na última cena dele, consegui ver seu arrependimento, sua realização de que sua bomba tinha sido o fim: para aquilo não havia perdão. Como já disse, Josh Hutcherson foi maravilhoso, e o Peeta sempre vai ser um dos meus personagens favoritos por causa da sua gentileza, do seu altruísmo...



Me dá uma tristeza saber que "acabou", mas quem sabe a gente consegue um livrinho sobre os jogos do Haymitch? Essa cena foi cortada em Em Chamas e era uma das minhas favoritas. Não custa sonhar, não é?

Bom, gente, é isso. Se você ainda não leu os livros recomendo muito, assim como os filmes.
E vocês que já viram, o que acharam?
Beijos,



sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Resenha: O Mar Infinito

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Oi,oi, gente! Quanto tempo, não é? Bom, como uma boa parte de vocês deve saber, o ENEM finalmente passou! Não há muito mais o que fazer agora, a não ser esperar o resultado. Então, estou livre para postar, depois de tanto tempo focada nos livros (no tipo ruim de livro haha)! E minha primeira missão, foi terminar O Mar Infinito, do Rick Yancey, o segundo livro da trilogia que começou com A Quinta Onda. Não fiz uma resenha desse livro aqui no blog, pois li antes dele existir. Então, como esse é o segundo livro na trilogia, vai haver spoilers, ok? Mas vamos lá!

Primeiramente tenho que admitir que não lembro muito sobre esse livro, pois comecei a lê-lo em junho, e só terminei ontem. Então claro que não vou comentar aqui pontos específicos, pois não lembro muito bem, mas vou tentar passar para vocês a minha impressão do livro e seus pontos principais.

Gostei mais do primeiro livro do que desse, por motivos de ter mais ação, mais coisas acontecendo que faziam com que fosse impossível parar de ler. Esse é um pouco mais calmo, o que não te envolve tanto na narrativa. Mesmo assim, uma das maiores qualidades dessa trilogia pra mim, é a maneira de escrever do autor. É uma escrita que te faz pensar. Você pensa junto com os personagens, e descobre o que tem que descobrir por meio deles e de suas experiências. Nada fica completamente claro, e por mais que isso irrite às vezes (como sou lerda, algumas vezes os personagens pensavam mais rápido que eu, e eu acabava perdida haha), é muito interessante.

Isso leva ao aspecto mais louco do livro: você não consegue saber o que é verdade. Existem mil possibilidades para cada fato descoberto, e até o que você já acreditava, pode ser questionado. Por que esses alienígenas estão nos matando de maneiras cruéis, quando seria muito mais fácil jogar um meteoro no planeta e acabar com isso? Por que eles correriam o risco de habitarem um corpo humano, tão fraco, com tantas falhas? Há mesmo alienígenas? Como saber se não são apenas governantes que decidiram que os recursos da Terra simplesmente não eram o suficiente, e resolveram eliminar a maioria, tornando mais fortes os que conseguirem sobreviver? Mas como saber se os governantes que fizeram isso não estão dominados por alienígenas?

Não sabemos de nada. Não podemos confiar em ninguém.

Os alienígenas (ou seja lá quem esteja por trás disso tudo) tornou até o seres mais fracos, as crianças, em armas. Se não podemos confiar em crianças, em quem confiaríamos? Mas ao mesmo tempo, como é possível sobreviver sozinhos?

Minha cabeça quase explodiu ontem com o tanto de possibilidades, gente.

Sobre os personagens: acho Cassie uma personagem muito sensata e humana, mas, como a maioria dos personagens principais, ela me dá nos nervos às vezes. Acho que ela vai acabar com Evan, e não com Ben. Sobre esses dois, gosto muito mais de Ben do que de Evan. Não sei se é a aura de eterno romântico do Evan que me irrita (o que é estranho, porque eu sou uma romântica fora dos limites) ou se é o charme inacreditável do Ben que faz com que seja assim, mas é. Sobre os personagens secundários, tipo Dumbo e os outros, sinceramente sou meio indiferente. Pode ser só porque não lembro muito das suas personalidades, mas vamos ver.

E, é claro, temos a Especialista. Personagens como ela (fortes, intocáveis, quietas e sem emoções) me irritam profundamente, mas, nesse livro, não consegui desgostar completamente dela. Ela foi tão foda (e não consigo encontrar outra palavra pra descrever) que é impossível não admirar. Com o 12 sistema então, ela vai sambar na cara do Evan. E o quão fofo foi seu romance com Navalha? Ele foi um dos meus personagens favoritos nesse livro, me conquistou com toda a sua doçura. Realmente espero que ele não esteja morto.

No geral, gostei muito desse livro e mal posso esperar pela continuação, que só sai em maio do ano que vem, nos EUA. Por outro lado, temos um filme (surprise, surprise) de A Quinta Onda que vai ser lançado no dia 14 de Janeiro, em que a Chloe Moretz faz o papel de Cassie.


Bom, gente, espero que tenham gostado. Comentem se vocês já leram o livro e o que acharam!
Beijos,

domingo, 3 de maio de 2015

Resenha: A Lista Negra

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Essa é a história de Val e Nick. Eles são dois adolescentes que se conhecem no primeiro ano do ensino médio e se identificam de imediato. Val convive com pais ausentes, que brigam o tempo todo e só criticam suas roupas e atitudes. Nick tem uma mãe divorciada que vive em bares atrás de novos namorados. Os dois são alvo de bullying por parte de seus colegas do Colégio Garvin. Nick apanha dos atletas e Val sofre com os apelidos dados pelas meninas bonitas e populares. Ambos compartilham suas angústias num caderno com o nome de todos e tudo que odeiam, criando um oásis, um local de fuga, um momento de desabafo, pelo menos para Val. Já Nick não encara a lista e os comentários como uma simples piada. Há alguns meses, ele abriu fogo contra vários alunos na cantina da escola. Atingida ao tentar detê-lo, Valerie também acaba salvando a vida de uma co¬lega que a maltratava, mas é responsabilizada pela tragédia por causa da lista que ajudou a criar. A lista das pessoas e das coisas que ela e Nick odiavam. A lista que ele usou para esco¬lher seus alvos.
Olá! Finalmente, gostei de um livro. Esse foi minha prima que escolheu pra mim, então agora só vou ler os livros que ela mandar! Antes de começar a resenha, quero me justificar com relação a um outro livro. Como vocês devem saber, li Trono de Vidro e adorei. Infelizmente, a sequência, Coroa da Meia-Noite, não funcionou pra mim. Nem consegui terminar de ler, e é por isso que não vou fazer uma resenha.

Mas, vamos focar em A Lista Negra.

O livro conta a história de Valerie Leftman, Nick Levil, e, pra mim, de muitas outras pessoas. Depois de Nick atirar em vários colegas da escola, inclusive Valerie, e em seguida, se matar, a garota tenta lidar com seus conflitos internos e externos. Sendo culpada por muitos por ter iniciado a Lista Negra que Nick usou para escolher seus alvos, Valerie está perdida, sem saber como se sentir, como agir, ou o que pensar de si mesma. 

Esse é um livro parado. Fora a tragédia principal, o livro é feito mais de emoções e sentimentos, tanto de Valerie para com os outros, quanto dos outros para com ela. Esse foi um dos aspectos que mais gostei. Nunca passei por nada parecido, e só Deus sabe como eu reagiria se algo do tipo acontecesse, mas acredito que a reação de Valerie foi apropriada, e muito bem desenvolvida. Seria certo culpar-se por não perceber os planos de alguém tão próximo quanto seu namorado? Ou seria ela uma vítima como todos os outros alunos? E que tipo de pessoa era Nick, realmente? Poderia uma pessoa ter dois lados tão opostos, um tão bom, mas outro tão cruel?

Nick amava Shakespeare, principalmente Hamlet. Já disse que adoro referências, mesmo que não entenda ao que elas se referem. Morte e suicídio eram tópicos frequentes nas conversas entre ele e Valerie, mas pra ela, era só uma brincadeira. É horrível que eu ame Nick? Não acho que seja, mas vou me justificar. Amo-o como personagem, por ser tão misterioso e tão real ao mesmo tempo. Amo que podemos ver seus dois lados. As vezes, a vida torna pessoas boas, em pessoas ruins. É por isso que não odeio Nick, e entendo o porquê de Valerie nunca poder: Nick é digno de pena, por ter deixado de ser o que era, ou deixado que um lado seu que devia ser reprimido, tomasse conta. Ele matou muitos, e matou a si mesmo. E, ao mesmo tempo que gosto de pensar que o entendo, sei que nunca vou. O que passava por sua mente é somente dele.

Valerie fez algumas decisões ruins na vida, e ela sabe disso. Sabe que lidou da maneira errada com muitas situações. Achei incrível como a autora expressou isso na escrita, como pudemos sentir genuinamente as sensações, a confusão, o medo, a vergonha, a saudade e todos os outros mil sentimentos de Valerie. Disse no começo que achava que essa era a história de muitos. Digo isso pois, diferentemente de muitos livros, apesar de estarmos completamente envolvidos por Valerie, não somos privados das vidas daqueles com quem ela se envolve. E, assim, temos diversas perspectivas e reações ao acontecimento, e cada personagem parece ser importante, pois ele estava presente. Porque foi afetado.



Achei interessante a autora não ter introduzido um interesse amoroso, e adorei a mudança. Eu particularmente gosto de romances, mas sinto que se houvesse muito disso nesse livro, seria inapropriado. Valerie mal consegue se decidir como se sente em relação aos pais, quanto mais em relação a algum garoto.

Se ainda não consegui me expressar bem, vou ser direta e dizer que amei esse livro, e entendo perfeitamente porque tantas pessoas amaram. Com A Lista Negra, vi que as pessoas são egoístas. Mas vi também que uma mesma pessoa pode ter vários lados, e basta pressioná-la para que o lado melhor supere o pior. "E como sempre há tempo para a dor, também sempre há tempo para a cura." E a vida segue.

Bom, gente, é isso. Vocês já leram A Lista Negra? Se não, recomendo muito!
Beijos,

domingo, 15 de março de 2015

Resenha + Sorteio: O Começo de Tudo

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O garoto de ouro Ezra Faulkner acredita que todo mundo tem uma tragédia esperando ali na esquina – um encontro fatal depois do qual tudo o que realmente importa vai acontecer. Sua tragédia particular esperou até que ele estivesse preparado para perder tudo de uma vez: em uma noite espetacular, um motorista imprudente acabou com a perna de Ezra, com sua carreira no esporte e com sua vida social. Depois que perdeu o favoritismo ao posto de rei do baile, Ezra agora almoça na mesa dos losers, onde conhece Cassidy Thorpe. Cassidy é diferente de qualquer pessoa que Ezra tenha encontrado antes – melancólica e com uma inteligência mordaz. Juntos, Ezra e Cassidy descobrem flash mobs, tesouros enterrados e um poodle que talvez seja a reencarnação do Grande Gatsby. À medida que Ezra mergulha nos novos estudos, nas novas amizades e no novo amor, aprende que algumas pessoas, assim como os livros, são difíceis de interpretar. Agora, ele precisa considerar: se uma tragédia já o atingiu, o que poderá acontecer se houver mais infortúnios? 'O Começo de Tudo' é um livro poético, inteligente e de cortar o coração sobre a dificuldade de ser o que as pessoas esperam, e sobre começos que podem nascer de finais trágicos.
Ezra Miller é um garoto popular, joga tênis, namora a garota mais popular da escola e tem o tipo de vida perfeita, até que sofre um acidente que acaba com sua perna, e ele perde tudo que tinha. Ele já não se sente bem perto de seus antigos amigos, e passa a se sentar na mesa dos perdedores, onde conhece Cassidy Thorpe. Cassidy é estranha, inteligente, misteriosa e fascinante, e não demora muito para que ela e Ezra comecem a se aproximar.

De maneira alguma esse livro é ruim, não me entendam mal. Só acho que não é um livro para todos, e não foi um livro para mim. Acho que simplesmente não captei aquela essência do livro, aquilo que faz o livro ter algum significado. Então, pra mim, foi um livro bom, bem escrito, engraçado em certos momentos, com um romance legal e aquele toque de tragédia. Porém, nada que vá me fazer lembrar dele em momentos aleatórios da minha vida.

Os personagens foram bem construídos, e pareciam reais. Gostei particularmente dos antigos amigos de Ezra (bom, não gostei realmente deles, mas de como eles foram feitos.). As vezes em situações como a de Ezra, é comum que os amigos o rejeitem e o excluam e eu, por algum motivo, não consigo acreditar. As pessoas são mesmo assim tão más? Sim, talvez sejam, mas as vezes, tudo está na cabeça do "excluído". Nesse caso, estava na cabeça de Ezra. Se ele quisesse permanecer no grupo de amigos antigo, ele poderia. Mas as experiências mudam as pessoas, física e mentalmente, e também mudam o seu jeito de ver os outros. Ezra fez a escolha de não pertencer mais àquele grupo, pois ele já não se encaixava. Ele não foi mandado embora.

Cassidy era intrigante de todas as maneiras, mas me lembrou um pouco de Margo Roth Spiegelman, de Cidades de Papel e, apesar de ser completamente apaixonada por esse livro, odeio esse tipo de personagem/garota. Nunca deixo de gostar de um livro simplesmente porque um personagem me irritou (a não ser que seja o principal), mas ela me irritou. E muito, por motivos que eu nem mesmo sei explicar. 

O enredo é muito simples, e a leitura flui bem. Não é o tipo comum de livro YA, é algo completamente novo e independente, que não segue nenhum tipo de moda ou receita pronta, e a autora fez muito bem ao resolver sair da zona de conforto. 



“Querendo saber no que as coisas se transformam quando já não precisava mais delas, o que o futuro reservaria assim que tivéssemos passado por nossa tragédia pessoal e, no final das contas, fosse comprovada a nossa capacidade de sobrevivência.”

Então, gente, resolvi fazer uma boa ação e sortear a minha cópia desse livro. Ela está em ótimas condições, e eu fui a única que li, e tomei conta direitinho, viu? Resolvi sortear pelo simples motivos de que quero que alguém aproveite esse livro muito mesmo, o suficiente para mim e pra você, já que eu não consegui.
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Para participar é só se inscrever no formulário do Rafflecopter aí em cima, seguir o blog e deixar um comentário pertinente nesse post! A única regra obrigatória é seguir, mas você pode ter mais chances se comentar também!

Se eu fosse vocês eu participava, viu? Haha! Digo isso porque o blog ainda não é muito conhecido, então as chances de ganhar são teoricamente maiores já que são menos inscritos.

Bom, é isso, espero que gostem!
Beijos,



quarta-feira, 11 de março de 2015

Resenha: Trono de Vidro

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Nas sombrias e sujas minas de sal de Endovier, um jovem de 18 anos está cumprindo sua sentença. Celaena é uma assassina, e a melhor de Adarlan. Aprisionada e fraca, ela está quase perdendo as esperanças quando recebe uma proposta. Terá de volta sua liberdade se representar o príncipe de Adarlan em uma competição, lutando contra os mais habilidosos assassinos e larápios do reino. Endovier é uma sentença de morte, e cada duelo em Adarlan será para viver ou morrer. Mas se o preço é ser livre, ela está disposta a tudo.
Gente, aconteceu. Finalmente, um livro que eu consegui amar.

Trono de Vidro conta a história de Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, que foi capturada e mandada para as minas de Endovier, uma prisão para os piores vilões. Até que o príncipe herdeiro, Dorian Halliviard, a escolhe como sua campeã para participar de uma competição para se tornar a assassina oficial do rei e, depois de alguns anos de serviço, finalmente ter sua liberdade.

Ouvi tanto sobre esse livro, e ainda assim estava insegura em lê-lo (mas, honestamente, eu ando relutante em ler qualquer livro que não seja uma escolha óbvia de aproveitamento.). Admito que o comprei por impulso. Sim, estava na lista de livros para 2015 , mas naquele momento, o interesse era nulo mesmo. Mas eu precisava de um livro, e ele estava em mãos. E, aleluia, não me arrependi de maneira alguma.

Tinha comentado em algum post passado que queria um livro que me fizesse sentir algo. Seja medo, alegria, tristeza, qualquer coisa, realmente. E não é incrível quando você espera o mínimo, e ganha o máximo? Senti tudo com esse livro. Tudo.

Celaena tem que ser um destaque no livro, não somente por ela ser a protagonista, mas por ser simplesmente uma personagem maravilhosamente bem construída, incrível, e diferente da maioria dos outros livros. Apesar de tudo que ela passa, ela supera. E a cada situação difícil, ela supera. Ela é forte, corajosa, e uma mulher incrível (adjetivo do dia: incrível). Já admiro esse tipo de pessoa na vida real, e ela me encantou completamente.

Os outros personagens também não decepcionam. Apesar de não gostar muito dela, achei que a princesa Nehemia trouxe um novo ponto de vista para o livro, além de, claro, ser uma das únicas companhias femininas de Celaena. Mesmo os vilões tinham bons motivos para serem vilões. E gostei que a autora trocava de ponto de vista as vezes, então pudemos ter a visão de diversos personagens, o que me deixou mais interessada na história.

Agora, sobre o triângulo amoroso. Sei que muita gente não gostou, mas, não joguem pedras, eu gostei bastante, viu? Achei que fez sentido, não foi forçado. Mesmo porque o romance não é o foco da história. Gosto de Dorian, apesar de ele ser o clichê príncipe-que-não-quer-ser-príncipe-e-tem-problemas-com-o-papai, achei que ele deixou uma atmosfera pesada mais leve. Já Chaol... Bom,antes de perguntarem sobre toda aquela coisa de team, já oficializo, sou Team Chaol. Apesar de não sabermos muito sobre ele, sinto que o relacionamento dele e Celaena é mais natural, foi melhor desenvolvido, e ainda tem muito que evoluir nos próximos livros. E eu gosto de relacionamentos que se desenvolvem (Percy&Annabeth, Rony&Hermione, Simon&Isabelle...).

Além de tudo isso, gostei demais do enredo. Toda a atmosfera de competição, me lembrou de Harry Potter e o Cálice de Fogo, o que foi legal. Pra mim, tudo fez sentido. tudo foi perfeitamente explicado e desenvolvido, ainda deixando um gancho para os próximos livros. A autora criou um universo diferente, e ainda há tanto o que se explorar, e eu estou feliz que essa série vai ter pelo menos cinco livros.


Tenho que dizer que uma das únicas coisas que me incomodou um pouco, foi a escrita. O livro é, sim, bem escrito. Inclusive marquei no livro uma das minhas cenas favoritas em que Celaena está tocando o piano e a autora faz uma descrição maravilhosa disso. Eu tocava piano, então apreciei muito ela não ter simplesmente dito "Ela começou a tocar o piano. Ponto". Porém, achei algumas falar um pouco bregas, além de a autora fazer muito uma coisa que não sei se tem um nome, ou um estilo certo, mas algo do tipo:

Ela abriu a porta e viu que estava destrancada. E lá dentro, ela viu. Ela viu... e era, era...

Uma espada reluzente, incrustada de pedras de rubi brilhando sob a luz do luar

Sabem o que eu quero dizer? Esse suspense óbvio me encomoda. Prefiro uma narrativa mais contínua, sem esse tipo de coisa, mas, claro, pode ser só eu.

Com relação a solução dos problemas, era tão óbvio que eu já tinha descartado, e por ser óbvio, quando descobri, fiquei surpresa.

Bom, gente, no todo, achei um livro muito bom mesmo. Até me dei alguns dias para ver se eu continuava pensando sobre a história, se eu continuava empolgada com o próximo livro, antes de comprá-lo. E já se passaram mais de dois dias, e finalmente me permiti encomendar Trono de Vidro - Coroa da Meia Noite.

Sites para compra: 

Saraiva
Submarino
Livraria Cultura


Recomendo à todos que gostam de um bom livro fantástico, de séries ou protagonistas fortes.
Vocês já leram? Comentem!
Beijos,