quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Resenha | Trilogia "A Seleção"

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Oi, gente! Hoje vim fazer algo diferente, uma resenha em conjunto dos três livros de "A Seleção". Li essa trilogia há muito tempo, acho que 2013, e essa semana resolvi reler. Tenho que dizer que gostei ainda mais na segunda vez!

Em "A Seleção" estamos em um mundo distópico, dividido em castas que determinam posição social e os trabalhos a serem desempenhados. America Singer pertence a casta Cinco, a casa dos artistas. Quando o príncipe, Maxon Schreave, entra na maioridade, inicia-se a Seleção: uma espécie de competição em que várias meninas competem para se tornarem a próxima Princesa do país e esposa de Maxon. America é selecionada, mas não tem o menor desejo de ser princesa. Mesmo assim, no palácio, ela descobre segredos sobre o país e os governantes, tendo que lidar com as emoções da competição e os próprios sentimentos com relação a Maxon (e ao outro lá que não é importante - brincadeiraaa).

Dessa vez, percebi muito mais os aspectos emocionais do livro, a complexidade da política, e a construção incrível do mundo. 

America é muito chata, acho que isso é uma opinião unânime. Mas agora percebo que ela não é só chata, e, quando é, tem motivos para ser. Convenhamos que é uma situação complicada: o cara "namora" 30 meninas de uma vez. Não é uma situação favorável para um relacionamento monogâmico. Então, compreendo a frustração de America, assim como a de Maxon. 

America, no geral, pareceu muito mais incrível nessa releitura. Percebi o quanto ela conseguia ser independente, mesmo com milhares de pessoas para protegê-la. Ela mantem seus ideais, mesmo que as vezes não seja inteligente demonstrá-los. Claro, ela é extremamente impulsiva. Ela deixa que suas emoções do momento a levem a tomar decisões que influenciam (e muito) seu futuro, sem pensar nas consequências para si mesma ou para os outros. As vezes, dá certo. Já em outras, nem tanto.

Em "A Seleção" temos um desenvolvimento muito fofo do relacionamento de Maxon e América. É um livro com menos eventos, com uma introdução ao mundo, ao palácio e aos personagens. Mesmo assim, temos diálogos muito interessantes, cenas maravilhosas que demonstram toda a independência e força de América, e, claro, ótimos momentos de romance.

Já em "A Elite", percebemos toda a insegurança de América com relação a ser princesa e a ser esposa de Maxon. Por sua impulsividade, ela vive correndo para Aspen se algo dá errado. Pessoalmente, gosto muito mais de Aspen como um amigo, como um familiar, do que como namorado. Ele me parece possessivo, e até mesmo o motivo inicial para o término com America foi um tanto machista. É nesse segundo livro que também começamos a ver Maxon por outros ângulos. Percebemos seus defeitos (que são bem pequenos, aliás), e todo conflito com seu pai, e com a situação toda de ter que escolher uma das garotas. 

Por fim, em "A Escolha", FINALMENTE, América está mais certa do que quer. Mesmo assim, ainda há insegurança, o que é compreensível até certo ponto. Começamos a ter mais informações sobre os rebeldes, e acho incrível ver América realmente começar a influenciar no rumo do país, inspirando as pessoas a lutarem, e não deixando o rei intimidá-la. As últimas páginas são um tanto frustrante, mas, obrigada Kiera Cass, conseguimos um final feliz. Nesse ponto, todos os personagens tiveram desenvolvimentos incríveis, desde Celeste (que mulher) até Aspen e a Rainha. 

Adorei a resolução do triângulo amoroso, e amo as amizades que América fez, tanto entre as Selecionadas quanto com as criadas. Gosto muito de todos os personagens, e sinto que cada um deles tem uma personalidade individual bem pontuada, e parecem reais. Os relacionamentos também são realistas, com problemas pertinentes e momentos incríveis. Acho que o conflito com os rebeldes foi resolvido um pouco na pressa, mas acho que o foco desse livro é, realmente, America e seus relacionamentos. 

A escrita da Kiera é muito fluida, fazendo com que a leitura seja super rápida. Acontece muita coisa em pouco tempo, mas, mesmo assim, não acho que o livro fique corrido. A parte ruim é que acaba rápido, e você fica querendo mais. 

Ainda não li "A Herdeira", pois me disseram que a personagem é principal é muito chata, até mais que America (haja paciência), mas admito que agora fiquei com vontade. Você já leram?

Beijos,

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