sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Resenha | Amor Amargo

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Último ano do colégio: a formatura da estudiosa Alex se aproxima, assim como a promessa feita com seus dois melhores amigos, Bethany e Zach, de viajarem até o Colorado, local para onde sua mãe estava indo quando morreu em um acidente. O Dia da Viagem se torna cada vez mais próximo, e tudo corre conforme o planejado. Até Cole aparecer. Encantador, divertido, sensível, um astro dos esportes. Alex parece não acreditar que o garoto está ali, querendo se aproximar dela. Quando os dois iniciam um relacionamento, tudo parece caminhar às mil maravilhas, até que ela começa a conhecê-lo de verdade…

Mais uma vez, Jennifer Brown conseguiu partir meu coração com uma história maravilhosamente trágica e realista. Amor Amargo conta a história de Alex, uma garota no último ano do ensino médio, que tem uma pai ausente e dois melhores amigos. Tudo que Alex consegue pensar é em sua viagem para o Colorado com seus amigos, até que o suposto príncipe encantado Cole aparece em sua vida e a muda drasticamente.

O único livro da Jennifer Brown que tinha lido antes desse tinha sido A Lista Negra, que eu amei completamente e até fiz resenha aqui no blog. Ela sempre trata de algum tema polêmico em seus livros. Nesse foi relacionamento abusivo. Foi o primeiro que li sobre o assunto, e, como disse a Pam, do Garota It, todos no mundo deviam ler esse livro. Ele é tão realista, tão honesto! Não é algo fofo, do tipo ó, o amor vai te salvar, mas sim um tapa na cara de todo mundo que acha que entende o que é um relacionamento abusivo. Vou tentar controlar minhas emoções e fazer uma resenha organizadinha pra vocês entenderem.

Se você leu minha resenha de A Rainha Vermelha, deve saber que o meu maior problema com aquele livro foi a falta de emoção. Eu simplesmente não sentia o sentimento (?) dos personagens. Agora, esse livro não podia ter esse problema, senão ninguém conseguiria tirar nada dele. E, ainda bem, ele não teve.

De verdade, estou tendo muita dificuldade pra fazer essa resenha, pra explicar o quanto eu achei esse livro incrível.

Bom, quando pensamos em relacionamento abusivo, podemos pensar em várias coisas: abuso sexual, psicológico, físico e etc. E achamos que entendemos esses relacionamentos. Achamos que se fosse conosco, faríamos diferente. Nunca fui daquelas que dizia ah, mas ela⁄ele devia ter reagido ou ah, como ela⁄ele foi fraca⁄o, tadinha⁄o. Eu achava que entendia. Sempre pensei que não podia ser simples. Mas a verdade é que você não entende completamente a não ser que aconteça com você. Esse livro me fez entender melhor, mas também me fez entender que eu jamais vou entender completamente a não ser que seja a vítima.

Já que não consigo falar direito sobre esse livro, vamos falar dos personagens pra ver se melhora.

E é claro que preciso começar por Cole. Eu me apaixonei por Cole junto com Alex. Sinceramente, mesmo que você saiba o que vai acontecer mais tarde na história, é impossível não se apaixonar por ele, e por eles juntos. Eles se entendem. Cole é, realmente, o namorado perfeito. Aquele que te protege, que te entende, que te acompanha, que é seu melhor amigo... Até ficar irritado. Existem pessoas que descontam naqueles que amam quando estão estressados, aqueles que perdem a cabeça quando estão sentindo algo intenso. Mas Cole. Cole simplesmente não consegue se controlar. Acho que ele é, e digo isso literalmente, um psicopata ou no mínimo bipolar. Ele parece amar Alex genuinamente e parece se sentir realmente arrependido depois de a violentar. Mesmo assim, não consegue se impedir de fazer isso de novo. E o que achei mais impressionante nesse livro foi o fato de eu não odiá-lo. E isso provavelmente se deve ao fato de Alex não conseguir odiá-lo por completo.

Alex vive um conflito interno tão grande depois de sofrer abusos de Cole. Ela o divide em o Cole carinhoso, e o Cole que a assusta. Ela o ama. E por isso é tão difícil mudar o que está acontecendo. Acho que toda vítima de abuso acredita, como Alex, quando depois do primeiro abuso o agressor diz que isso não vai voltar a se repetir. Eu cheguei acreditar no Cole que deixava flores no seu carro, que a levava para a livraria para comprar livros, que fazia músicas com seus poemas, que a chamava de apelidos carinhosos. E então ele volta a agredí-la e você sente raiva. E mais tarde, de alguma maneira, ele te convence de que não vai acontecer mais e consegue te fazer acreditar que a culpa não é dele, mas de Alex. E Alex está convencida disso. Mas é claro que me bateu, eu fui tão idiota! Alex começa a moldar sua vida para agradar Cole. Deixa de encontrar os amigos. A cada movimento seu, tudo que ela consegue pensar é se aquilo vai agradar Cole.

E aí conhecemos os pais de Cole, e isso só torna as coisas piores. É óbvio que o pai de Cole abusa sua mãe e que é por isso que Cole é da maneira que é. E não digo isso como desculpa para ele (pelo menos não agora, mas quando conheci a situação pela primeira vez, como Alex, senti uma pena imensurável desse garoto que tinha mãe e pai, mas que na verdade não tinha), mas já dizia minha avó: para saber como um garoto vai te tratar, olhe como ele trata sua mãe. Cole vê sua mãe como uma figura fraca, idiota, medíocre e estúpida. Ele nem a chama de mãe. E é óbvio que isso é influência de seu pai.

Uma das partes mais interessantes do livro pra mim foi quando Alex encontrou Maria, tanto no cinema quanto no trabalho. E você percebe que Cole abusava de todas as suas namoradas anteriores, que recebeu processos e ordens de restrição por isso, e ainda assim ele continua abusando de Alex, e provavelmente vai abusar das namoradas seguintes. E é aí que você para e percebe que jamais vai entender alguém como ele. Psicopatia é um dos distúrbios que a medicida ainda sabe muito pouco sobre.

Uma das únicas coisas que me deixou frustrada no livro foi como Bethany e Zach reagiram quando descobriram que Alex estava sendo abusada. Mas minhas frustração, novamente, cai nas coisas que achamos que entendemos mas não entendemos. Tudo que eu conseguia pensar era em como eles não entendiam, em como, se fosse eu, tentaria ajudar minha amiga e não excluí-la. O que não entendemos é que não é fácil ajudar alguém que não quer ajuda. Não me entendam mal, gostei muito dos dois amigos. Achei Zach incrível toda vez que encontrava Cole, e Bethany era um doce, e amei o relacionamento dos três.

O que mais me encantou no livro foi realmente o aspecto psicológico e emocional de todos os personagens, e principalmente de Cole. Pelo amor de Deus, depois de ter espancado a garota na rua e sido preso por isso ele tem a coragem de ligar pra ela e pedir perdão. Nesse ponto, Alex e nós, como leitores, já entendemos que o Cole carinhoso existe, mas ele jamais vai ser o suficiente. Não quando o Cole assustador pode surgir a qualquer momento, independentemente o que Alex faça. E talvez essa percepção seja a mais importante do livro todo: Alex tentava fazer tudo certo para agradá-lo e não ser agredida, mas simplesmente não importa o que ela faça, ele vai descontar sua raiva nela. E depois pedir perdão. E então espancá-la de novo. E então escrever músicas para ela. E então enchê-la de socos. E então comprar livros de viagem. E então empurrá-la no chão. E então deixar flores no seu carro. E então chutá-la na barriga, nas costas, no rosto, na cabeça, enquanto ela se encolhe no chão.

Outro ponto interessante do livro é o paralelo entre Cole e a mãe de Alex, que também sofria de algum distúrbio mental e suas maneiras de lidar com as coisas e com as pessoas que amava. E isso leva a melhor qualidade do livro todo: não existem personagens vazios. Cada um deles tem uma personalidade marcante. São pessoas reais. Lidam com os problemas de maneiras reais. Georgia com sua filha, Bethany com sua obsessão pela viagem e por questões ambientais, Zach sendo um tarado e um amor ao mesmo tempo, a distância do pai de Alex... Alguns personagens, como Célia, Ms. Moody, Shannin e os pais de Cole fiquei querendo conhecer mais. Mas mesmo assim, entendo que o pouco contato com outras pessoas também é uma representação do relacionamento abusivo. E assim, maravilhosamento, tudo se encaixa.

E eu termino essa resenha amando mais esse livro do que quando o terminei, há algumas horas.

Espero que tenha conseguido passar o que senti para vocês, e recomendo muuuito esse livro, e também A Lista Negra. Jennifer Brown está entrando para a lista de autores favoritos com certeza.

Beijos,
Jú.


sábado, 23 de janeiro de 2016

Resenha | A Rainha Vermelha

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O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.
A Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard, tem feito muito sucesso por aí. O livro conta a história de Mare Barrow, uma garota que vive em uma sociedade dividida pelo sangue: vermelho ou prateado. Enquanto os prateados são poderosos, sobrenaturais, os vermelhos são apenas plebeus, trabalhadores. Mare é uma vermelha. Porém, em um acidente durante uma apresentação de prateados, ela acaba descobrindo algo inédito sobre si mesma e sendo levada para o palácio para viver como alguém de sangue prata.

Comecei esse livro com muitas expectativas, já que todo mundo no mundo parecia ter amado esse mundo, personagens, e tudo mais. Sim, eu gostei do livro. Não, não é um livro ruim. Mas também não achei maravilhoooso. Não sei muito bem o porquê, mas vou tentar explicar. E, claro, se você ainda não leu esse livro, cuidado, pois essa será uma resenha com spoilers!

Vamos começar sobre o mundo no geral: achei uma loucura a autora ter incorporado tantos elementos diferentes nesse mundo. É sobrenatural, distópico, fantástico... Em certos momentos, cheguei a achar um pouco demais, mas, no geral, achei legal, diferente. Os poderes dos prateados eram interessantes, e o de Mare mais ainda!

Um dos pontos que mais gostei no livro foi a ideia das relações entre as pessoas de "classes" iguais e diferentes. Não sei se é claro o que estou tentando dizer, mas é o seguinte: gostei da maneira como ela tratou as relações entre pessoas. A relação de Maven e Cal, de Cal e Mare, Mare e a Rainha, o Rei e a Rainha, Lucas e Maven, a monarquia e as outras casar... Gostei da ideia. Do superficial. Tenho que admitir que a prática pra mim, foi um certo problema.

Deixe eu explicar: não achei que as ideias desses relacionamentos foram bem desenvolvidas. Não consegui sentir as relações em si, só o que a autora queria que fossem essas relações. Isso melhorou um pouco no final do livro, tenho que admitir. Aliás, o final foi minha parte favorita. Pareceu que tudo ficou tão melhor! Percebi que tive um relacionamento muito bipolar com esse livro: as vezes estava entretida, as vezes não dava a mínima.

Agora, o que realmente me deixou nervosa foram os personagens, tanto os que gostei quanto os que odiei. Então, vamos começar por Mare. Odeio comparar livros, mas não posso deixar de comparar A Rainha Vermelha com Jogos Vorazes. Não pelo enredo, mas por alguns personagens. Mare me lembra muito Katniss. Ela quer proteger aqueles que ama, não quer necessariamente se envolver demais, vê as consequencias, é o símbolo da revolução. Infelizmente, enquanto Katniss me convenceu de seus valores, de sua coragem, de seu amor pelos familiares, Mare simplesmente não conseguiu. Eu não consegui acreditar no seu suposto amor e lealdade. Não senti seu amor por Cal e o desenvolvimento desse relacionamento (mas é claro que quero que eles fiquem juntos, porque sou idiota desse jeito) , e muito menos senti seu amor por Maven. Em um momento ela não confiava nele, não gostava dele, e de repente, bum, eles estão se beijando. Pelo menos foi essa a impressão que eu tive.

Então vamos falar dos príncipes. Não curto muito o estereótipo de príncipe oprimido com problemas com o pai, ou seja, não consegui gostar de Maven mesmo quando ele era bonzinho. Ele não me convenceu. Não previ a traição, mas, convenhamos, com tanta gente falando que ele era igualzinho a mãe dele, devia ter adivinhado, né? Consegui gostar mais de Cal porque ele é o clichê que eu gosto: principe leal ao pai, vai ser rei e vai ser um bom rei, porém, tem compaixão demais. Ele foi um dos que mais gostei, simplesmente pois foi o que eu achei mais bem construído. Sua "bipolaridade", seu conflito interno, sua lealdade ao reino mas sua consciência dos problemas... Ele até que me convenceu, então, gostei dele. E gostei mais ainda no final, quando descobriu que Mare tinha o traído.

Antes de continuar com os personagens, tenho que falar desse cena. Quase gritei de frustração ao ver Mare tentar convecer Cal a mudar de lado. Nunca vi um plano tão idiota, estúpido e inacreditável. Não consigo acreditar que alguém inteligente como Farley deixou algo assim acontecer. Não me entendam errado: acredito que o amor pode fazer as pessoas mudarem, acredito, mas acredito quando o negócio não é simplemente inacreditável (?). Cal é leal, o rei é seu pai, ele vai ser rei, ele foi criado a vida toda para isso. Como alguém pode acreditar que ele jogaria tudo isso fora em um momento de tensão, de conflito, para destruir o seu reino por causa de uma garota que conheceu há, o que, um mês? Em situações de tensão. a pessoa escolhe o que é conhecido, o que é familiar. Obviamente ele não iria escolher Mare e a estupidez no plano me fez querer jogar o livro pela janela.

Ufa. Voltando aos personagens.

Sabe quem mais eu achei idiota? Kilorn. Pra mim, Kilorn não faz sentido. Odeio dizer isso, mas, pra mim, Kilorn é uma tentativa de fazer um novo Gale. E não funcionou. Eu simplesmente não senti o amor que Mare dizia sentir por ele. Sinto que vai ter um triângulo amoroso com ele, porque a autora meio que deixou isso no ar, mas não consigo acreditar. Ele me parece sem personalidade, tudo nele parece forçado.

Outro que achei sem personalidade foi o rei. Pra mim ele só parecia estar lá, agindo como mau. Elara, por outro lado, me convenceu como o clichê de madrasta do mal. Gostei, mas achei que ficou só isso: vilã. Superficial. Sem aquele algo mais para realmente me atrair.

Evangeline! Essa sim me convenceu! Ela queria a coroa a todo custo, chegou lá. Prateada dos pés a cabeça, odeia vermelhos, despreza Mare que, pela história, é prateada mas viveu entre vermelhos. E quando seu noivo traiu o reino, ela foi para a arena executá-lo. Não queria que eles ficassem juntos, mas realmente gostei dela e Cal como um casal. Imaginem que casal mais foda!

Os outros personagens pra mim foram simplesmente... indiferentes. Gostei de Julian, gostei de Lucas, gostei de Gisa... mas nada incrível. Da maneira que estou falando, parece que não gostei do livro. Mas gostei, sim.

Adorei as partes do treinamento, e a cena de luta entre Evangeline e Mare. Gostei das aulas de dança com Cal, achei uma maneira muito doce de (quase) desenvolver o relacionamento deles. Gostei da questão política do livro, e de como Maven escolheu os alvos do ataque baseados na sua importância pra guerra.

Então, gostei do livro. Acho que tem várias falhas, mas que podem ser consertadas nos próximos livros. Acho que vou ler sim as continuações.

E você, o que achou de A Rainha Vermelha?
Beijos,

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Playlist de Novembro!

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Há quanto eu tempo eu não fazia uma playlist, hein? Conheci vááárias coisas novas desde a última, então vamos lá! Espero que gostem =)

1- Let It Go - James Bay



Sabe aquelas músicas que você escuta em seriados, em reality show, em lojas e nunca sabe de quem é? Fiquei chocada quando fui escuta James Bay e descobri essa música, e a próxima.

2- Hold Back The River - James Bay



3- Stitches - Shawn Mendes 



Essa tooodo mundo conhece, né?

4- Believe - Mumford and Sons



GENTE ELES VEM NO LOLLAPALOOZA E EU VOU! Se apaixonem como eu e apareçam lá!

5- Snake Eyes - Mumford and Sons



6- First - Cold War Kids



Outra música que toca no coraçãozinho, e TAMBÉM VEM NO LOLLA,

7- Hunger - Of Monsters and Men



Adivinhem? Também vai estar aqui no Brasil em março!

8- Panic Cord - Gabrielle Aplin 



Pensa em uma música fofa.

9- Turning Page - Sleeping at Last



Essa todo mundo deve conhecer por causa de Crepúsculo haha

10- Bad Blood - Ryan Adams




Bom, é isso. Comentem suas favoritas!
Beijos,
Jú 

sábado, 21 de novembro de 2015

Filme "A Esperança - Parte 2"

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Oi, oi, gente! Hoje vim fazer a minha resenha do último filme da trilogia de Jogos Vorazes: A Esperança - Parte 2. Li essa trilogia bem antes de começar o blog, então acho que não deve existir muitos posts sobre esses livros e filmes. Mas só pra deixar claro: essa é uma das minhas séries favoritas (e sim, vai haver spoilers, então que você ainda não viu TODOS os filmes ou leu TODOS os livros, cuidado)

Jogos Vorazes é um tipo diferente das séries de YA. O foco não é o romance (e mesmo assim ele é incrível), mas sim a guerra, a distopia em si, a crítica explícita a sociedade atual. E, pra mim, os filmes fizeram jus aos livros: acho que é uma das melhores adaptações já feitas (principalmente Em Chamas). Acho que o significado da série foi mantido, e não se tornou uma coisa comercial, e exageradamente romântica, como poderia ter acontecido. Óbvio que tem uma questão comercial e lucrativa, inclusive o marketing dessa trilogia é incrível. Mas pra mim o importante é que não se perca a essência e não acho que isso tenha acontecido, pelo menos não explicitamente. Mas acho que isso parte de cada um pra focar no que considera realmente importante, não é?


Fui ver o final dessa série na quarta-feira, na pré-estreia (que na minha cidade por algum motivo foi 21:15 e não meia noite, mas ok). Como fazia muito tempo que não lia o livro, e não estive muito envolvida nas questões de trailers e tudo mais, minhas expectativas estavam altas, mas eu não sabia muito o que esperar. Eu lembrava muito pouco, mais das mortes mesmo: Prim, Finnick, Boggs, Snow, Coin... Fora isso? Bem, tinha um romance. Mas no final das contas eu estava meio perdida sobre em que ponto a guerra em si estava. Mas pelo que eu me lembrava e o que fui lembrando ao longo do filme, ele foi muito fiel ao livro. Pontos que eu não gostava no livro, continuei não gostando no filme, e meus momentos favoritos foram mantidos.

Sobre as atuações: é claro, não podia ser diferente, todos os atores foram maravilhosos. Josh Hutcherson foi um Peeta maravilhosamente distorcido, partiu meu coração. Jennifer Lawrence não podia ter sido uma Katniss melhor. Liam Hemsworth e todos os secundários foram maravilhosos, como eu já esperava. Mas, pra mim, o destaque foi Jena Malone, que interpretou a Johanna. Que personagem maravilhosa é a Johanna, não? O sarcasmo, a fúria, a sinceridade, ela roubava a cena cada vez que aparecia. No livro eu não gostava tanto dela, mas no filme foi provavelmente minha personagem favorita.



O aspecto artístico do filme, das filmagens e tudo mais, achei maravilhoso. Vou confessar que fiquei meio perdida no filme, mas na maioria das vezes isso se corrige quando assisto pela segunda vez. Mas o figurino, maquiagem, cenário, efeitos especiais como sempre foram incríveis.

Gosto mais de algumas séries do que dessa, mas pra mim Jogos Vorazes tem que ser eleita a cena mais foda e inteligente. A questão da emoção e da personalidade dos personagens é tão bem caracterizada que me impressiona. A crueldade de Snow, gente. Depois de preso, condenado, ele ainda consegue tortura Katniss ao contar que na verdade as bombas que mataram sua irmã não eram da Capital, mas de seu próprio lado. E o entendimento entre os dois sobre o objetivo de Coin, os olhares trocados entre Katniss e Haymitch ao aceitar os novos Jogos Vorazes para que Coin achasse que eles estavam do seu lado, a questão da mídia que é tratada tão bem e de maneira realística...



Acho tudo tão perfeito que nem sei se consigo expressar bem.

Minhas cenas favoritas foram várias: quando Katniss mata Coin, a morte de Finnick (que, aliás, foi a única que me fez chorar), a cena com Buttercup, o casamento de Finnick e Annie, a parte do "real ou não real?"... Foram tantas cenas lindas e perfeitas que só agora consigo perceber o quanto amei de verdade.  Senti falta de alguns personagens como Haymitch e Effie, que ficaram de fora da ação, mas tenho que comentar, aquele beijo do final NÃO estava no livro, mas foi incrível, não? Realização de muitas fanfics por aí haha

Tenho que admitir que o epílogo não me agradou tanto. No livro gostei porque não foi algo tão concreto, sem diálogos, mais uma explicação e uma finalização do que realmente uma cena. Entendo que é difícil fazer isso no filme, mas gostaria que o epílogo fosse algo mais amplo, menos idealizado de certa forma.

Mesmo assim, "há jogos piores para se jogar", não é?

Quero reler os livros e rever os filmes para voltar a me envolver com essa história como era antes. As circunstâncias não permitiram que fosse assim, mas essa série vai ser sempre uma das minhas favoritas pela sua essência, pela sua realidade, pela sua emoção... Toca no meu coração, gente, e acho que é isso que mais me encanta na leitura.

Falei pouco do romance, eu sei, mas não deixei de adorá-lo. Inclusive achei o Gale insuportável nesse filme, mas pelo menos na última cena dele, consegui ver seu arrependimento, sua realização de que sua bomba tinha sido o fim: para aquilo não havia perdão. Como já disse, Josh Hutcherson foi maravilhoso, e o Peeta sempre vai ser um dos meus personagens favoritos por causa da sua gentileza, do seu altruísmo...



Me dá uma tristeza saber que "acabou", mas quem sabe a gente consegue um livrinho sobre os jogos do Haymitch? Essa cena foi cortada em Em Chamas e era uma das minhas favoritas. Não custa sonhar, não é?

Bom, gente, é isso. Se você ainda não leu os livros recomendo muito, assim como os filmes.
E vocês que já viram, o que acharam?
Beijos,



sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Resenha: O Mar Infinito

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Oi,oi, gente! Quanto tempo, não é? Bom, como uma boa parte de vocês deve saber, o ENEM finalmente passou! Não há muito mais o que fazer agora, a não ser esperar o resultado. Então, estou livre para postar, depois de tanto tempo focada nos livros (no tipo ruim de livro haha)! E minha primeira missão, foi terminar O Mar Infinito, do Rick Yancey, o segundo livro da trilogia que começou com A Quinta Onda. Não fiz uma resenha desse livro aqui no blog, pois li antes dele existir. Então, como esse é o segundo livro na trilogia, vai haver spoilers, ok? Mas vamos lá!

Primeiramente tenho que admitir que não lembro muito sobre esse livro, pois comecei a lê-lo em junho, e só terminei ontem. Então claro que não vou comentar aqui pontos específicos, pois não lembro muito bem, mas vou tentar passar para vocês a minha impressão do livro e seus pontos principais.

Gostei mais do primeiro livro do que desse, por motivos de ter mais ação, mais coisas acontecendo que faziam com que fosse impossível parar de ler. Esse é um pouco mais calmo, o que não te envolve tanto na narrativa. Mesmo assim, uma das maiores qualidades dessa trilogia pra mim, é a maneira de escrever do autor. É uma escrita que te faz pensar. Você pensa junto com os personagens, e descobre o que tem que descobrir por meio deles e de suas experiências. Nada fica completamente claro, e por mais que isso irrite às vezes (como sou lerda, algumas vezes os personagens pensavam mais rápido que eu, e eu acabava perdida haha), é muito interessante.

Isso leva ao aspecto mais louco do livro: você não consegue saber o que é verdade. Existem mil possibilidades para cada fato descoberto, e até o que você já acreditava, pode ser questionado. Por que esses alienígenas estão nos matando de maneiras cruéis, quando seria muito mais fácil jogar um meteoro no planeta e acabar com isso? Por que eles correriam o risco de habitarem um corpo humano, tão fraco, com tantas falhas? Há mesmo alienígenas? Como saber se não são apenas governantes que decidiram que os recursos da Terra simplesmente não eram o suficiente, e resolveram eliminar a maioria, tornando mais fortes os que conseguirem sobreviver? Mas como saber se os governantes que fizeram isso não estão dominados por alienígenas?

Não sabemos de nada. Não podemos confiar em ninguém.

Os alienígenas (ou seja lá quem esteja por trás disso tudo) tornou até o seres mais fracos, as crianças, em armas. Se não podemos confiar em crianças, em quem confiaríamos? Mas ao mesmo tempo, como é possível sobreviver sozinhos?

Minha cabeça quase explodiu ontem com o tanto de possibilidades, gente.

Sobre os personagens: acho Cassie uma personagem muito sensata e humana, mas, como a maioria dos personagens principais, ela me dá nos nervos às vezes. Acho que ela vai acabar com Evan, e não com Ben. Sobre esses dois, gosto muito mais de Ben do que de Evan. Não sei se é a aura de eterno romântico do Evan que me irrita (o que é estranho, porque eu sou uma romântica fora dos limites) ou se é o charme inacreditável do Ben que faz com que seja assim, mas é. Sobre os personagens secundários, tipo Dumbo e os outros, sinceramente sou meio indiferente. Pode ser só porque não lembro muito das suas personalidades, mas vamos ver.

E, é claro, temos a Especialista. Personagens como ela (fortes, intocáveis, quietas e sem emoções) me irritam profundamente, mas, nesse livro, não consegui desgostar completamente dela. Ela foi tão foda (e não consigo encontrar outra palavra pra descrever) que é impossível não admirar. Com o 12 sistema então, ela vai sambar na cara do Evan. E o quão fofo foi seu romance com Navalha? Ele foi um dos meus personagens favoritos nesse livro, me conquistou com toda a sua doçura. Realmente espero que ele não esteja morto.

No geral, gostei muito desse livro e mal posso esperar pela continuação, que só sai em maio do ano que vem, nos EUA. Por outro lado, temos um filme (surprise, surprise) de A Quinta Onda que vai ser lançado no dia 14 de Janeiro, em que a Chloe Moretz faz o papel de Cassie.


Bom, gente, espero que tenham gostado. Comentem se vocês já leram o livro e o que acharam!
Beijos,

domingo, 26 de julho de 2015

TAG | Divertida Mente

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Oi, gente! Então, hoje vim fazer uma TAG que vi esses dias pelo YouTube e achei uma gracinha. A TAG é inspirada nesse filme meiguíssimo da Disney que vocês já devem ter ouvido falar, o Divertida Mente. Assisti essa semana e me apaixonei <3 Então, vamos lá:

 Alegria : O livro que mais te traz felicidade.



Olha, eu diria Harry Potter, mas vamos mudar um pouquinho, né? Então tenho que dizer Anna e o Beijo Francês, da Stephanie Perkins. Gente, que livro maravilhoso. Quem já leu sabe que o livro inteiro é arco-íris, tudo colorido, doce, fofo e engraçado. Se você tá meio mal, leia. Na verdade, leia qualquer um da Stephanie Perkins, garanto que seu dia vai ficar mais alegre e colorido <3


Nojinho : O livro mais nojento que você já leu.


Pra ser sincera, nunca li nenhum livro que me deixou com nojo. Mas um que tinhas as descrições meio... detalhadas, foi O Trono de Vidro (resenha aqui ). Mas, convenhamos, é um livro contado por uma assassina, né? Acho que as descrições mais nojentinhas já eram esperadas.

 Medo : O livro que mais te assustou.


Com certeza, Os Videntes, da Libba Bray. Assustou tanto que não consegui terminar. Estava até gostando da história, mas o livro estava me causando certos problemas pra dormir à noite, então acabei largando haha
Mas espero criar coragem e terminar algum dia desses!

 Tristeza : O livro que mais te fez chorar.



Um só? Gente, eu sou chorona, então vários livros se encaixam aqui. Pra citar alguns: A Culpa é das Estrelas, Quem é você, Alasca?, Convergente, Princesa Mecânica, Eleanor & Park... Eu choro muito lendo, deu pra entender, né?
 
 Raiva : O livro que te deixou irritada. 



Nesse vou falar dos três livros que mais me irritaram: Um Caso Perdido, A Maldição do Tigre e Cartas de Amor aos Mortos. Todos me irritaram pela mesma razão: protagonistas insuportáveis. Já falei um pouco mais deles nesse post.

Bom, gente, era isso a TAG! Eu achei divertida, espero que vocês tenham gostado.
Beijos,

Participe do livro "OUTRORA - CONTOS DISTÓPICOS" - Inscrições abertas para o envio de textos

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"Até 31 de agosto de 2015, a Andross Editora estará recebendo contos distópicos para publicação no livro OUTRORA”
 
A Andross Editora está recebendo contos sobre distopia para publicação no livro "OUTRORA — CONTOS DISTÓPICOS”, a ser lançado em novembro de 2015 no evento Livros em Pauta.

Qualquer pessoa pode participar. Basta acessar o site www.andross.com.br, ler o regulamento de participação e submeter seu texto à avaliação. As inscrições vão até 31 de agosto de 2015.


Todos os autores que forem aprovados para publicação nessa coletânea automaticamente concorrerão ao STRIX, prêmio criado e concedido pela Andross Editora aos autores cujos textos mais se destacarem em suas coletâneas. O processo de votação encontra-se no site da editora.

Prêmio STRIX

SINOPSE DO LIVRO:
O sonho de um mundo ideal não existe mais. Outrora, instaurou-se o caos, desencadeado pela ignorância e pelo mau comportamento humano. O totalitarismo oprime as massas, vigia seus atos e as pune sem misericórdia. Nesse universo distópico, habitam políticos amorais que, explorando a estupidez coletiva, guiam a sociedade à falência de uma história digna e ao abandono da esperança. Neste livro, contos de mundos sem cores, sem vida, sem lucidez, farão o leitor refletir sobre a sociedade em que vivemos. Depois de ler OUTRORA, você se dará conta de que sua vida simples e cotidiana é uma dádiva almejada por muitos, mas conquistada por poucos.



 

SERVIÇO: 
Livro:Outrora  - Contos distópicos” 
Organização:  Paola Giometti
Envio do texto: até 31/08/2015
Lançamento: 28 de novembro de 2015 (no evento Livros Em Pauta
Regulamento: no site www.andross.com.br 
Realização: Andross Editora






Abaixo, segue uma entrevista do editor da Andross sobre o processo de publicação. 
Vale a pena assistir.
  

Então, gente, vou aproveitar pra contar pra vocês que eu participei de duas das últimas coletâneas da Andross, o livro De Repende, Nós e Viagens de Papel. Infelizmente não pude participar muito dos eventos de lançamento e tudo mais, por falta de tempo e essa vida de estudar para o Enem, mas mesmo assim, sonho realizado, né? Então se você tem vontade, envie seu texto! 

Beijos,