Resenha | Novembro, 9 - Colleen Hoover
Oi e feliz 2017! Finalmente voltei como as resenhas, né? A última foi de Amor Amargo, há quase um ano! Admito que 2016 não foi o melhor ano em termos de leitura, mas espero voltar ao normal agora. Pra começar, resolvi ler mais um livro da Colleen Hoover, Novembro, 9. Já fiz resenha de Métrica e comentei bem rapidinho sobre Um Caso Perdido aqui. Depois de ter lido já três livros da autora, é possível perceber um certo padrão em suas histórias. A personagem principal sempre tem um certo trauma ou problema, o garoto sempre esconde algum tipo de segredo, sempre há uma tragédia iminente... Tenho que admitir que, infelizmente, esse padrão não me agrada muito. Achei que funcionou super bem em Métrica e nem tanto em Um Caso Perdido. Nesse caso, estou com dificuldade de decidir o que realmente achei desse livro.
Novembro, 9 conta a história de um única dia, nove de novembro (ah, jura?), por cinco anos, quando Fallon O'Neil e Ben Kessler se encontram. Fallon tem baixa auto estima e problemas com seu pai, e sonha em ser atriz, carreira que foi arruinada após ter o lado esquerdo de seu corpo queimado em um incêndio. Ben Kessler é um escritor que parece ter perdido o rumo da vida depois da morte de sua mãe, dois anos atrás.
Quando comecei o livro, estava animada. Amei os diálogos, as relações entre os personagens, as construções de suas personalidades. Apesar do famoso amor instamtâneo que é típico dos livros dessa autora, eu estava gostando. A situação toda parecia bem irreal, sim, mas era interessante e bem construída o suficiente pra eu aproveitar e ignorar o fator realidade. Mas como todo livro, existe uma complicação que deve afetar o romance e criar certa angústia. Acontece que, nessa história, a complicação me pareceu tão banal e desnecessária. Na verdade, dramática, como se a autora precisasse forçar algo para continuar a história. A partir da primeira, parece que a Colleen resolveu fazer desse o livro mais complicado da história dos livros. Foram 3 ou 4 complicações jogadas para os personagens e, sinceramente, não acreditei muito em nenhuma. Algumas óbvias demais, outras forçadas demais. No meio do livro, a história já tinha me perdido. Os personagens pareciam perdidos.
Além disso, comecei a reparar em algo que realmente me irrita: a minimização e romantização de comportamentos machistas e, bom, meio estranhos. O personagem de Ben é escrito como um não típico interesse amoroso por não ser o que eles chama de "macho-alfa". Mesmo assim, em tantos momentos, ele é completamente machista e controlador. Ele decidi o que Fallon vai vestir, mesmo ela não estando confortável em vestir o que ele escolhe, ele a impede de falar, ele guarda UM PUTO SEGREDO por 5 anos e Fallon ainda o perdoa (muito rápido, aliás). Odeio que Fallon precisa dele pra se sentir bonita. Odeio o que o relacionamento deles, antes tão fofo e real, se tornou. Só não é pior que em Um Caso Perdido.
Sobre a famosa grande tragédia típica dos livros de Colleen também, não fui muito convencida. Como em Um Caso Perdido, não senti empatia alguma pelos personagens, não houve emoção alguma e achei tudo muito forçado.
Então, acho que posso dizer que gostei do primeiro 1⁄3 do livro. Ah, gostei também das "piadas internas" de Ben e Fallon, como a nota do beijo, comentários relacionados ao livro e tudo mais. Não posso negar que a escrita da autora te prende do começo ao fim e, mesmo quando percebi que não estava gostando do livro, não conseguia parar de ler.
Vocês já leram Novembro,9? Gostaram?
Beijos,
Jú
Olá!
ResponderExcluirEssa é a primeira resenha um pouco negativa que leio sobre livros da Colleen Hoover, rsrs. Realmente é uma pena quando a história se perde no meio do caminho...
Dela eu só li Métrica e gostei bastante!
Bjs
http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com
Bom, na minha opinião, Métrica é o único que vale a pena haha! Obrigada pela visita <3 Beijos, Jú
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