terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Resenha | Corte de Névoa e Fúria

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O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.
Oi, gente linda! Finalmente apareci pra fazer a resenha desse livro que todo mundo no universo tá lendo, e amando. Então, vamos lá? Ah, cuidado com os SPOILERS.

Nesse livro, vamos começar a ver a repercussão dos acontecimentos do primeiro livro, depois que Feyre quebrou a maldição e libertou todo mundo da Amarantha. Ah, e virou feérica, né? Mas ela não está tão feliz assim como o esperado, pois sente o peso de tudo que teve que fazer em Sob a Montanha, e Tamlin não está ajudando. Pelo contrário, o medo de perdê-la faz com que ele a prenda dentro de casa e é aí que Rhysand (aka o melhor personagem do livro) aparece e a leva para a Corte Noturna.

O primeiro livro pra fim foi extremamente parado, demorei pra entender o objetivo da história e acho que as coisas começaram a ficar minimamente interessantes só nas últimas 200 páginas.

Neste livro, é impossível ter o mesmo problema. Muita coisa acontece, o tempo todo. Temos aspectos emocionais intensos, novos personagens, missões constantes, festas... Gostei bem mais desse livro. Acho que a história se apresentou de maneira muito mais clara, os relacionamentos foram construídos de um jeito bem melhor.

Mas tenho que admitir que acho que o hype dessa série não me pegou. Comecei a gostar mais da história, o mundo é muito interessante e os personagens são FANTÁSTICOS mas, no geral, não acho que seja espetacular. Antes de ler as últimas 100 páginas desse livro eu, inclusive, tinha decido não continuar. Simplesmente porque meu ship tinha acontecido (hehe) e eu não estava tão interessada assim nos acontecimentos da guerra e tudo mais. Pra ser sincera, acho que esse livro tem informações demais. Em vários momentos, fiquei perdida, tentando lembrar qual era exatamente a história e os motivos por trás das ações de certas pessoas (o rei, Jurian, Amarantha, Myrian). Essa complexidade e profundidade de personagens é algo que amo, mas odeio quando não fica claro, e, pra mim, não ficou.

Resolvi que precisaria continuar quando cheguei ao final do livro. Vocês não tem noção da raiva que  senti quando Tamlin apareceu com Lucien. Alguém, por favor, arruma uma ordem de restrição pra esse homem. Eu odeio como ele apenas ignora a carta de Feyre, odeio como ele ignora um laço de parceiros que todo mundo consegue sentir. E Lucien me decepcionou profundamente, porque gostei tanto dele no primeiro livro, e então ele não defendeu Feyre.

E meu coração partiu quando o laço foi quebrado. A noção de que eles não conseguiriam mais se comunicar pela mente acabou comigo, acabou com meu ship. Mas então, não estava acabado, e foi literalmente a melhor coisa do mundo quando descobrimos que Feyre é uma Grã-Senhora. Amo o que Feyre se tornou, como ela começou a ganhar voz, a se valorizar, a se dar crédito por tudo que fez.

Então, precisamos falar sobre como isso só confirma a maravilhosidade de Rhys.

Tamlin disse a Feyre que não existiam Grã-Senhoras; ele não permitia que ela sequer soubesse o que estava acontecendo no mundo e, literalmente, a trancafiou dentro de casa. Podemos perceber, por ninguém questionar esse tipo de atitude, que o mundo dos feéricos é tão machista quanto o dos humanos. E, em meio a todo esse caos, surge Rhys, descrito como um sonhador.

Rhys não conta a Feyre sobre eles serem parceiros, pois sabe que isso influenciaria em suas escolhas. Ele dá a ela liberdade para decidir ou não aceitar aquele laço, sem nem mesmo saber que ele existe. Ele permite que ela saiba tudo que está acontecendo, e a incentiva a alcançar todo o seu potencial, a desenvolver seus poderes. Rhys não tem medo que Feyre brilhe o quanto ela precisa brilhar, que use os seus poderes para o bem. Ele sabe que, antes de ser sua parceira, Feyre é uma pessoa. Rhys libertou Amren e Mor. Rhys quer que as garotas illyrianas possam treinar. Gente, Rhysand é mó feminista! Ô menino do coração bom!

E eu o amo por isso. E é por ele que vou ler o próximo livro. Por ele, por Feyre, pelo que ela se tornou e por todos os integrantes maravilhosos da Corte dos Sonhos. Preciso dizer que amei Amren, Mor, Cassian e Azriel. Eles eram tão doces, tão reais. A família que Feyre nunca teve.

O problema desses livros, pra mim, é que eles se arrastam. Me cansam, por motivos que nem eu mesma sei. Pode ser pela escrita ou pela história que não conseguiu me absorver, não me despertou interesse em saber que rumo as coisas vão tomar.

Apesar de ser um livro que me cansou, pude aproveitá-lo bem, pelos seus personagens. E agora, mesmo que não esteja tão interessada no enredo principal (com o rei e Jurian e o Caldeirão), estou muito ansiosa pra ver os estragos que a Grã-Senhora da Corte Noturna vai fazer na Corte Primaveril.

Vocês amam essa série como todo mundo? Me contem!

Beijos.

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